A economia brasileira registrou aumento de vagas com carteira assinada em junho pelo quinto mês consecutivo, informou o Ministério do Trabalho nesta quinta-feira.
O saldo líquido de vagas geradas no mês passado foi de 119.495, o segundo melhor resultado mensal do ano, com desempenho positivo de quase todos os setores. Agricultura, serviços, varejo e construção estiveram entre os destaques em contratações.
O número decorre de 1.356.349 admissões no período, segundo maior nível da série do Cadastro Geral de Emprego (Caged), e 1.236.854 demissões. Em maio, o saldo ficou positivo em 131.577 posições.
A economia brasileira acumula saldo líquido de 299.506 novos empregos com carteira assinada no primeiro semestre e de 390.322 no período de 12 meses até junho.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, avaliou os números como uma prova de que o pior da crise econômica já passou e disse que o mercado de trabalho vai melhorar em ritmo mais rápido no segundo semestre.
"O segundo semestre vai surpreender a todos", disse a jornalistas em Brasília.
"Vamos ter um segundo semestre muito forte, especialmente na construção civil", acrescentou Lupi, reafirmando sua previsão de que a economia vai ganhar 1 milhão de empregos em 2009.
Os salários também aumentaram levemente nos últimos meses, apesar do declínio econômico.
Uma pesquisa do Ministério do Trabalho mostrou que o salário médio dos novos postos subiu 0,57 por cento no primeiro semestre, para 745,80 reais por mês. O salário mínimo do país está atualmente em 465 reais.
A maior parte dos trabalhadores brasileiros não é registrada e integra a ampla economia informal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem como uma de suas prioridades o aumento do número de empregos com carteira assinada.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
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