Chile: as duas avenidas
A grande avenida que sobe paralelamente à Avenida Providência, na direção do Bairro Alto e da cordilheira continua a se chamar Avenida 11 de Setembro - quase duas décadas depois do fim da ditadura pinochetista. Nas pesquisas para as eleições presidenciais de dezembro deste ano, o candidato neopinochetista - o grande empresário privado Sebastian Piñera, proprietário, entre outras empresas, junto com seu irmão, introdutor das contrareformas trabalhistas no governo Pinochet, da Lan Chile - mantêm seus 43% no segundo turno, contra 39% do candidato da Concertação, o ex-presidente democrata-cristão Eduardo Frei.O Chile exibe a cara vitoriosa do neoliberalismo em um continente em que esse modelo se mostra enfraquecido e onde enfrenta a maior quantidade de governos que, de uma ou outra forma, saem do modelo rígido do neoliberalismo. Não por acaso sobrou às instituições neoliberais internacionais o Chile como "o caso" que teria dado certo, depois do fracasso dos seus outros exemplos supostamente vitoriosos: México e Argentina.Depois de quatro mandatos da Concertação – aliança entre democrata-cristãos e socialistas, depois que estes romperam sua aliança histórica com os comunistas -, apesar da recuperação da imagem da presidente Bachelet, tiveram que apelar para o retorno do ex-presidente democrata-cristão Eduardo Frei como candidato. A direita mantêm seus 43% dos votos no primeiro e no segundo turno.A oposição tem Frei como candidato da aliança DC-PS. Setores descontentes do PS saíram e lançaram a um dirigente socialista histórico – Jorge Arrate – como candidato, apoiado pelos comunistas. Um jovem dirigente socialista – Marco Enriquez Ominami – também saiu e lançou sua candidatura, com um perfil individualista, com grande apoio midiático, dividindo forças da oposição. Outro parlamentar – Navarro – também saiu e se lançou como candidato.O Partido Humanista, que havia tido o candidato unitário da esquerda nas eleições presidenciais passadas, tinha decidido apoiar a Arrate, mas retirou seu apoio e o concedeu a Ominami. Isto porque, necessitado de votos da esquerda no segundo, Frei fez um acordo com o PC para as eleições parlamentares. O sistema eleitoral chileno privilegia as duas maiorias, bloqueando a representação das minorias. Dessa forma, a Concertação e a direita elegem a todos os parlamentares. O PC chegou a ter 9% de votos e não elegeu ninguém, devido à armadilha das eleições distritais. Para furar essa barreira, o PC fez um acordo com a Concertação, para cada um retirar seus candidatos e apoios os do outro, quando não tiverem possibilidades de vitoria. Abre-se a possibilidade de que os comunistas possam finalmente eleger alguns parlamentares, coisas inédita até aqui, mantendo o apoio a Arrate como candidato presidencial. Os humanistas protestaram contra o acordo e por isso a sua mudança de posição.As pesquisas indicam que hoje, no segundo turno, Frei teria 39% dos votos. Não fica claro que proporção de votos desses candidatos receberia Frei. Ele poderá contar com o alto apoio da presidente Bachelet, mas a oposição é favorita, até aqui.Como fotografia do retorno do espírito conciliador chileno, todos os candidatos, incluídos todos os da esquerda, participaram de um seminário convocado pela Fundação Edwards, da família proprietária do grande jornal da direita chilena, pinochetista, El Mercurio, para discutir uma política de segurança publica. Essa Fundação liderou uma das mais brutais leis já aprovadas em qualquer lugar do mundo: a diminuição da idade de imputabilidade penal para 14 anos (sic), instrumentalizando alguns casos de crimes cometidos por jovens. A esquerda apoiou o projeto.O Chile é o único país, dentre os que tiveram ditadura militar, em que as forças da ditadura não desapareceram ou se transfiguraram para se distanciarem do período ditatorial. A direita chilena é neo-pinochetista. Pôde contar com a manutenção, adaptada, do modelo econômico pinochetista pela Concertação. Tem contado sempre com quase 50% dos votos nas eleições presidenciais.Como resultado desses elementos de continuidade, o Chile, que era dos países menos desiguais do continente, junto à Costa Rica e ao Uruguai, apesar das políticas compensatórias da Concertação, passou a ser dos mais injustos. A capacidade do Chile de resistir à crise, apesar do Tratado de Livre Comercio assinado com os EUA, é maior do que outros países que seguiram esse caminho, porque o governo guardou uma parte dos dividendos da exportação do cobre, prevendo momentos difíceis no futuro, dispondo agora de recursos extras para compensar a enorme queda da demanda externa, muito dura para uma economia que tem 50% do seu PIB voltado para o comercio exterior.Este é um dos fatores que fez com que Bachelet recuperasse apoio popular. O que pode não ser suficiente para impedir a vitória dos neopinochetistas. Até mesmo porque a manutenção do TLC com os EUA –questionado hoje até mesmo por setores das FFAA – pode fazer com que, terminados os recursos guardados do cobre, a crise chegue com todo o seu peso para um país que preferiu uma relação privilegiada com os EUA ao invés de participar da integração latinoamericana.A avenida que continua a recordar o brutal golpe de Estado de Pinochet, que destruiu tudo o que tinha que ver com democracia e com povo no Chile, é muito diferente, praticamente o oposto das "grandes avenidas" a que Allende se referiu no seu ultimo discurso, que reabririam o futuro democrático do Chile.
Emir Sader é sociólogo e professor.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
RS: Yeda manda prender professores que protestavam contra corrupção
No início da manhã desta quinta-feira (16) centenas de servidores públicos organizaram uma manifestação em frente à mansão da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, na vila Jardim em Porto Alegre. O protesto, pacífico, teve a detenção de manifestantes e de outros profissionais. Entre os detidos estavam a presidente do CPERS/Sindicato, Rejane de Oliveira, a 1ª vice-presidente da entidade, Neida de Oliveira, e a vereadora Fernanda Melchionna (PSOL).A manifestação, que começou por volta das 7h15 da manhã, faz parte do dia de mobilização em defesa do impeachment de Yeda, organizado pelo Fórum dos Servidores Públicos Estaduais (FSPE-RS). Ainda nesta manhã, em frente ao Palácio Piratini, será realizado um ato público pelo afastamento da governadora. Em seguida, será realizada uma caminhada até a esquina democrática, no centro da capital gaúcha.A detenção de dirigentes sindicais e de outras pessoas foi classificada pela presidente do CPERS/Sindicato como um ato arbitrário e desnecessário. “Primeiro, a polícia nos retirou da calçada em frente à casa da governadora. Depois, com os manifestantes no meio da rua, isolaram o quarteirão em que se localiza a casa de Yeda. Quando já estávamos no ônibus, prontos para deixarmos o local, a polícia foi até o veículo para me deter”, disse Rejane.Acuada por indiciamentos de dois dos seus secretários pela Polícia Federal gaúcha, por corrupção e cada vez mais desacreditada pela nas pesquisas de opinião, a governadora Yeda Crusius tem evitado aparições públicas, mas não consegue evitar o desgaste de sua administração. O governo Yeda tem sido alvo de acusações de corrupção desde a Operação Rodin, da Polícia Federal, que apurou um desvio de aproximadamente R$ 44 milhões do Detran gaúcho.
Lula se emociona em discurso no Congresso da UNE
Ele quase chorou ao contar um caso do programa Luz para Todos. Estudantes vão às ruas protestar contra CPI da Petrobras O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quase chorou nesta quinta-feira (16) ao discursar no 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Brasília.
O presidente se emocionou ao contar um diálogo que teve com uma das beneficiarias do programa "Luz para Todos", que leva energia elétrica para o campo.
“Eu peguei o dedo dela e coloquei no interruptor e quando a luz acendeu ela me disse: é a primeira vez que eu vejo meu filho dormir”, disse Lula, interrompendo o discurso para beber água, após ter se emocionado.
Na sequência, Lula lembrou que foi criticado por criar o programa Bolsa Família, “que alguns diziam que era assistencialista, e até pode ser porque estamos dando uma assistência para as pessoas", discursou.
“Eu lembro de uma mãe que cortava um lápis ao meio para dar para os dois filhos e que depois de receber o Bolsa Família passou a comprar uma caixa de lápis para cada um”, contou ainda emocionado.
Para Lula, as pessoas ricas não conseguem ter a dimensão do que representa o benefício do Bolsa Família para um pobre. “As pessoas ricas não têm noção do que uma pessoa pobre faz no mercado com R$ 80,00, até porque para quem ganha R$ 10 mil não sabe mesmo. Agora, olha o milagre que uma mãe consegue fazer com R$ 80,00, a multiplicação dos centavos no supermercado”, comparou.
Mobilização Após a abertura do Congresso da UNE, os estudantes devem ir às ruas, ao lado da Central Única dos Trabalhadores (CUT), para protestar contra a abertura da CPI no Senado destinada a investigar a Petrobras.
O Congresso está sendo patrocinado pelos Correios, pela Caixa Econômica Federal e pela própria Petrobras.
O presidente se emocionou ao contar um diálogo que teve com uma das beneficiarias do programa "Luz para Todos", que leva energia elétrica para o campo.
“Eu peguei o dedo dela e coloquei no interruptor e quando a luz acendeu ela me disse: é a primeira vez que eu vejo meu filho dormir”, disse Lula, interrompendo o discurso para beber água, após ter se emocionado.
Na sequência, Lula lembrou que foi criticado por criar o programa Bolsa Família, “que alguns diziam que era assistencialista, e até pode ser porque estamos dando uma assistência para as pessoas", discursou.
“Eu lembro de uma mãe que cortava um lápis ao meio para dar para os dois filhos e que depois de receber o Bolsa Família passou a comprar uma caixa de lápis para cada um”, contou ainda emocionado.
Para Lula, as pessoas ricas não conseguem ter a dimensão do que representa o benefício do Bolsa Família para um pobre. “As pessoas ricas não têm noção do que uma pessoa pobre faz no mercado com R$ 80,00, até porque para quem ganha R$ 10 mil não sabe mesmo. Agora, olha o milagre que uma mãe consegue fazer com R$ 80,00, a multiplicação dos centavos no supermercado”, comparou.
Mobilização Após a abertura do Congresso da UNE, os estudantes devem ir às ruas, ao lado da Central Única dos Trabalhadores (CUT), para protestar contra a abertura da CPI no Senado destinada a investigar a Petrobras.
O Congresso está sendo patrocinado pelos Correios, pela Caixa Econômica Federal e pela própria Petrobras.
Estado de São Paulo gera menos empregos
Estado governado por José Serra (PSDB) foi responsável por apenas 23% do total de empregos formais (carteira assinada) gerados no Brasil em junho passado. Historicamente, São Paulo registra quase 50% dos postos de trabalho.
O Estado de Saulo Paulo contribuiu com apenas 23% para o total de empregos formais (carteira assinada) gerados no Brasil em junho. Segundo dados do Caged, órgão do Ministério do Trabalho, o saldo positivo foi de 119.495 postos de trabalho criados em todo o País no mês passado. Desse total, somente 27.602 em São Paulo – Estado que, historicamente, é responsável por quase metade das vagas formais de trabalho.
Para efeito de comparação, em janeiro de 2008, o Estado governado por José Serra (PSDB) foi responsável por 45% do total de postos de trabalho gerados em todo o Brasil e, em junho de 2008, por 33%, segundo levantamento da Subseção Dieese do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, com base em dados do Cage.
Minas Gerais, que gera menos postos de trabalho que São Paulo, superou o Estado paulista ao registrar saldo positivo de 45.596 postos de trabalho em junho deste ano; 17.994 a mais que São Paulo.
Situação melhora no ABCO emprego teve queda menor na Região. Juntos, os sete municípios do ABC tiveram, em junho último, saldo negativo de 97 postos de trabalho considerando todos os setores. Em maio, foram -2.884 (negativos) e, em abril, - 611 (negativos).
O Caged ainda não disponibilizou os dados de empregos recortados por setor nos municípios, mas no metalúrgico, o saldo de emprego foi negativo no País - 8.438 postos de trabalho, sendo - 3.960 (negativos) desse total no Estado de São Paulo, equivalente a 47%.
O setor metalúrgico engloba quatro subsetores: metalurgia, mecânica, material elétrico e comunicações e material de transportes
Sindicato
“O que nos preocupa e chama a atenção é que desses postos de trabalho gerados no País em junho, o Estado de São Paulo aprece apenas com 27 mil. Historicamente, São Paulo é responsável por quase metade dos empregos brasileiros. Esse dado nos chama a atenção ainda mais porque a indústria de transformação, onde está a tecnologia e os melhores empregos, tem sofrido maior impacto”, analisa o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre.
Segundo o dirigente, com um saldo negativo de 8 mil postos de trabalho em todo o País, o setor metalúrgico precisa de atenção especial e políticas especificas. “A manutenção da redução do IPI é medida importante do governo federal. Mas outra questão fundamental é o financiamento e o crédito, pois os juros continuam altos.. O crédito bancário ainda está muito caro, É preciso discutir o spread e retomar índices pré-crise”.
Sérgio Nobre diz ter uma visão otimista. “O último pacote anunciado pelo governo federal é positivo. Atendeu bem o setor de ônibus e caminhões, muito impactado pela crise. A redução praticamente a zero dos juros para financiamento de caminhões (autônomos) vai movimentar o mercado de usados e novos e apontará para uma melhora do setor. Essas medidas vão surtir efeito nos próximos meses e a tendência é de recuperação no mercado interno. Mas uma parte importante do desenvolvimento do País dependia das exportações, que estão mais impactadas pela crise econômica mundial”, avaliou o sindicalista.
O Estado de Saulo Paulo contribuiu com apenas 23% para o total de empregos formais (carteira assinada) gerados no Brasil em junho. Segundo dados do Caged, órgão do Ministério do Trabalho, o saldo positivo foi de 119.495 postos de trabalho criados em todo o País no mês passado. Desse total, somente 27.602 em São Paulo – Estado que, historicamente, é responsável por quase metade das vagas formais de trabalho.
Para efeito de comparação, em janeiro de 2008, o Estado governado por José Serra (PSDB) foi responsável por 45% do total de postos de trabalho gerados em todo o Brasil e, em junho de 2008, por 33%, segundo levantamento da Subseção Dieese do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, com base em dados do Cage.
Minas Gerais, que gera menos postos de trabalho que São Paulo, superou o Estado paulista ao registrar saldo positivo de 45.596 postos de trabalho em junho deste ano; 17.994 a mais que São Paulo.
Situação melhora no ABCO emprego teve queda menor na Região. Juntos, os sete municípios do ABC tiveram, em junho último, saldo negativo de 97 postos de trabalho considerando todos os setores. Em maio, foram -2.884 (negativos) e, em abril, - 611 (negativos).
O Caged ainda não disponibilizou os dados de empregos recortados por setor nos municípios, mas no metalúrgico, o saldo de emprego foi negativo no País - 8.438 postos de trabalho, sendo - 3.960 (negativos) desse total no Estado de São Paulo, equivalente a 47%.
O setor metalúrgico engloba quatro subsetores: metalurgia, mecânica, material elétrico e comunicações e material de transportes
Sindicato
“O que nos preocupa e chama a atenção é que desses postos de trabalho gerados no País em junho, o Estado de São Paulo aprece apenas com 27 mil. Historicamente, São Paulo é responsável por quase metade dos empregos brasileiros. Esse dado nos chama a atenção ainda mais porque a indústria de transformação, onde está a tecnologia e os melhores empregos, tem sofrido maior impacto”, analisa o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre.
Segundo o dirigente, com um saldo negativo de 8 mil postos de trabalho em todo o País, o setor metalúrgico precisa de atenção especial e políticas especificas. “A manutenção da redução do IPI é medida importante do governo federal. Mas outra questão fundamental é o financiamento e o crédito, pois os juros continuam altos.. O crédito bancário ainda está muito caro, É preciso discutir o spread e retomar índices pré-crise”.
Sérgio Nobre diz ter uma visão otimista. “O último pacote anunciado pelo governo federal é positivo. Atendeu bem o setor de ônibus e caminhões, muito impactado pela crise. A redução praticamente a zero dos juros para financiamento de caminhões (autônomos) vai movimentar o mercado de usados e novos e apontará para uma melhora do setor. Essas medidas vão surtir efeito nos próximos meses e a tendência é de recuperação no mercado interno. Mas uma parte importante do desenvolvimento do País dependia das exportações, que estão mais impactadas pela crise econômica mundial”, avaliou o sindicalista.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Governo estuda reajuste real para aposentados com mais de um salário mínimo
Ao comentar as negociações de reajuste salarial para aposentados e pensionistas, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, afirmou nesta sexta-feira (16) que o governo cogita a possibilidade de reajuste real também para quem recebe acima do salário mínimo. Ainda não há percentual definido.Após participar de entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Ministro, ele lembrou que quatro projetos que tratam do assunto tramitam no Congresso Nacional.O objetivo, segundo ele, é que centrais sindicais, representantes de aposentados e pensionistas e governo cheguem a uma “proposta global” e que trate, inclusive, de alteração no fator previdenciário.“No mundo inteiro, a expectativa de vida dos trabalhadores aumenta. Não podemos ir na contramão e reduzir drasticamente a idade de aposentadoria quando as pessoas estão vivendo mais. O governo está aberto, estamos discutindo e haverá uma solução que melhore as condições de aposentadoria, sem inviabilizar a Previdência Social”, disse.Para Dulci, é preciso chegar a um acordo sobre a “fórmula” do reajuste – se ele será igual para todos os aposentados e pensionistas ou se vai variar de acordo com o que a pessoa recebe. “Estamos dialogando”, disse, ao destacar que deputados e senadores têm “grande interesse” no tema e que a matéria deve entrar na pauta de votação do Congresso em agosto.“Esse reajuste para os aposentados terá que ser o que a Previdência pode pagar. Vamos ter que encontrar algum tipo de percentual superior à inflação”.Ele lembrou que a situação atual da Previdência Social é melhor do que a de três anos atrás. “Não vou dizer que seja uma situação perfeita. Não se pode fazer nenhuma coisa impensada. Mas podemos, com responsabilidade, pensar em um valor de reajuste real para os aposentados”, afirmou Dulci.ABr
Caminhoneiro do RS é 5a vítima fatal da gripe H1N1 no Brasil
Um caminhoneiro do Rio Grande do Sul é a quinta vítima fatal da gripe H1N1 no Brasil, informou nesta quinta-feira a Santa Casa de Uruguaiana, onde estava internado.
Dirlei Pereira, 35 anos, morreu por volta das 3 horas da madrugada desta quinta-feira, informou Ana Maria del Lito, diretora-administrativa da Santa Casa de Uruguaiana.
O caminhoneiro esteve na Argentina no final de junho e começou a apresentar os sintomas da doença por volta de 1o de julho.
Segundo a diretora, exames atestados pela Fiocruz, no Rio de Janeiro, confirmaram que Pereira havia contraído a gripe H1N1, popularmente conhecida como gripe suína.
Pereira é a terceira vítima fatal da doença no Rio Grande do Sul. São Paulo registrou outras duas mortes pela gripe H1N1.
O número de infectados pela gripe H1N1 no Brasil chegou a 1.175 na quarta-feira, com a confirmação de 148 novos casos da doença, segundo o Ministério da Saúde.
Desse total, 334 contágios ocorreram dentro do país, mas o ministério diz ainda não ter evidências suficientes para declarar transmissão sustentada do vírus no país.
Dirlei Pereira, 35 anos, morreu por volta das 3 horas da madrugada desta quinta-feira, informou Ana Maria del Lito, diretora-administrativa da Santa Casa de Uruguaiana.
O caminhoneiro esteve na Argentina no final de junho e começou a apresentar os sintomas da doença por volta de 1o de julho.
Segundo a diretora, exames atestados pela Fiocruz, no Rio de Janeiro, confirmaram que Pereira havia contraído a gripe H1N1, popularmente conhecida como gripe suína.
Pereira é a terceira vítima fatal da doença no Rio Grande do Sul. São Paulo registrou outras duas mortes pela gripe H1N1.
O número de infectados pela gripe H1N1 no Brasil chegou a 1.175 na quarta-feira, com a confirmação de 148 novos casos da doença, segundo o Ministério da Saúde.
Desse total, 334 contágios ocorreram dentro do país, mas o ministério diz ainda não ter evidências suficientes para declarar transmissão sustentada do vírus no país.
Previdência agiliza serviço aos segurados em 56%
Entre a chegada à agência e a chamada ao guichê ocorreu uma redução significativa em todo o Brasil. No primeiro semestre deste ano, o tempo médio que o segurado aguardou até ser atendido caiu 71,6%
O tempo que o segurado passa nas agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caiu 56% nos últimos dois anos e meio. Se em janeiro de 2006 o cidadão demorava até uma hora e 47 minutos para resolver sua questão previdenciária – entre a espera e o atendimento -, em maio deste ano o Tempo Médio de Permanência (TMP) era de apenas 47 minutos. Entre a chegada à agência e a chamada ao guichê ocorreu uma redução significativa em todo o Brasil. No primeiro semestre deste ano, o tempo médio que o segurado aguardou até ser atendido caiu 71,6%. Em janeiro, a espera durava 41 minutos. Em junho havia sido reduzido para 29 minutos. Essas mudanças positivas são resultado das facilidades implantadas pela Previdência Social para dar mais comodidade aos usuários e evitar que se desloquem desnecessariamente às agências. Hoje, 78% dos serviços previdenciários podem ser agendados à distância, pela Central 135 ou pela Agência Eletrônica, na página www.previdencia.gov.br na internet. A cada mês, cerca de 15 milhões de pessoas usam esses canais remotos antes de ir a uma unidade do INSS. O Atendimento Programado foi implantado em junho de 2006, em uma ação integrada do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ministério da Previdência Social e Dataprev. Com ele vieram os canais remotos de atendimento, responsáveis pela redução dos tempos de espera e do tamanho das filas. Antes do atendimento programado, em 2005 a média de pessoas esperando nas portas das APS era de 82. Número que caiu para 14, em dezembro de 2007. A adoção do Atendimento Programado fez com que expressiva parcela das solicitações migrasse para os canais remotos da Previdência. Especialmente aquelas referentes à orientação preliminar sobre requisitos e documentos necessários para fazer requerimentos e informações básicas. Isso possibilitou às agências ter mais tempo para analisar pedidos de benefícios e agilizar as concessões. Se antes o cidadão era obrigado a ir a uma agência para fazer todos os agendamentos, com as medidas adotadas de melhoria de atendimento atualmente são apenas 17 os serviços que imprescindem da presença do segurado na unidade fixa do INSS. Telefone – Somente no primeiro semestre deste ano, a Central 135 recebeu 34,5 milhões de ligações. A acessibilidade explica essa demanda. De qualquer parte do País, o cidadão pode ligar de graça para o número, inclusive de telefone público. Ou de celular, ao custo de ligação local. A Central atende eletronicamente 24 horas, durante toda a semana. Mas para falar diretamente com um atendente, deve-se ligar das 7 às 22h (horário de Brasília), de segunda-feira a sábado. Do Em Questão
O tempo que o segurado passa nas agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caiu 56% nos últimos dois anos e meio. Se em janeiro de 2006 o cidadão demorava até uma hora e 47 minutos para resolver sua questão previdenciária – entre a espera e o atendimento -, em maio deste ano o Tempo Médio de Permanência (TMP) era de apenas 47 minutos. Entre a chegada à agência e a chamada ao guichê ocorreu uma redução significativa em todo o Brasil. No primeiro semestre deste ano, o tempo médio que o segurado aguardou até ser atendido caiu 71,6%. Em janeiro, a espera durava 41 minutos. Em junho havia sido reduzido para 29 minutos. Essas mudanças positivas são resultado das facilidades implantadas pela Previdência Social para dar mais comodidade aos usuários e evitar que se desloquem desnecessariamente às agências. Hoje, 78% dos serviços previdenciários podem ser agendados à distância, pela Central 135 ou pela Agência Eletrônica, na página www.previdencia.gov.br na internet. A cada mês, cerca de 15 milhões de pessoas usam esses canais remotos antes de ir a uma unidade do INSS. O Atendimento Programado foi implantado em junho de 2006, em uma ação integrada do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ministério da Previdência Social e Dataprev. Com ele vieram os canais remotos de atendimento, responsáveis pela redução dos tempos de espera e do tamanho das filas. Antes do atendimento programado, em 2005 a média de pessoas esperando nas portas das APS era de 82. Número que caiu para 14, em dezembro de 2007. A adoção do Atendimento Programado fez com que expressiva parcela das solicitações migrasse para os canais remotos da Previdência. Especialmente aquelas referentes à orientação preliminar sobre requisitos e documentos necessários para fazer requerimentos e informações básicas. Isso possibilitou às agências ter mais tempo para analisar pedidos de benefícios e agilizar as concessões. Se antes o cidadão era obrigado a ir a uma agência para fazer todos os agendamentos, com as medidas adotadas de melhoria de atendimento atualmente são apenas 17 os serviços que imprescindem da presença do segurado na unidade fixa do INSS. Telefone – Somente no primeiro semestre deste ano, a Central 135 recebeu 34,5 milhões de ligações. A acessibilidade explica essa demanda. De qualquer parte do País, o cidadão pode ligar de graça para o número, inclusive de telefone público. Ou de celular, ao custo de ligação local. A Central atende eletronicamente 24 horas, durante toda a semana. Mas para falar diretamente com um atendente, deve-se ligar das 7 às 22h (horário de Brasília), de segunda-feira a sábado. Do Em Questão
Brasil gera empregos formais pelo 5° mês seguido.
A economia brasileira registrou aumento de vagas com carteira assinada em junho pelo quinto mês consecutivo, informou o Ministério do Trabalho nesta quinta-feira.
O saldo líquido de vagas geradas no mês passado foi de 119.495, o segundo melhor resultado mensal do ano, com desempenho positivo de quase todos os setores. Agricultura, serviços, varejo e construção estiveram entre os destaques em contratações.
O número decorre de 1.356.349 admissões no período, segundo maior nível da série do Cadastro Geral de Emprego (Caged), e 1.236.854 demissões. Em maio, o saldo ficou positivo em 131.577 posições.
A economia brasileira acumula saldo líquido de 299.506 novos empregos com carteira assinada no primeiro semestre e de 390.322 no período de 12 meses até junho.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, avaliou os números como uma prova de que o pior da crise econômica já passou e disse que o mercado de trabalho vai melhorar em ritmo mais rápido no segundo semestre.
"O segundo semestre vai surpreender a todos", disse a jornalistas em Brasília.
"Vamos ter um segundo semestre muito forte, especialmente na construção civil", acrescentou Lupi, reafirmando sua previsão de que a economia vai ganhar 1 milhão de empregos em 2009.
Os salários também aumentaram levemente nos últimos meses, apesar do declínio econômico.
Uma pesquisa do Ministério do Trabalho mostrou que o salário médio dos novos postos subiu 0,57 por cento no primeiro semestre, para 745,80 reais por mês. O salário mínimo do país está atualmente em 465 reais.
A maior parte dos trabalhadores brasileiros não é registrada e integra a ampla economia informal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem como uma de suas prioridades o aumento do número de empregos com carteira assinada.
O saldo líquido de vagas geradas no mês passado foi de 119.495, o segundo melhor resultado mensal do ano, com desempenho positivo de quase todos os setores. Agricultura, serviços, varejo e construção estiveram entre os destaques em contratações.
O número decorre de 1.356.349 admissões no período, segundo maior nível da série do Cadastro Geral de Emprego (Caged), e 1.236.854 demissões. Em maio, o saldo ficou positivo em 131.577 posições.
A economia brasileira acumula saldo líquido de 299.506 novos empregos com carteira assinada no primeiro semestre e de 390.322 no período de 12 meses até junho.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, avaliou os números como uma prova de que o pior da crise econômica já passou e disse que o mercado de trabalho vai melhorar em ritmo mais rápido no segundo semestre.
"O segundo semestre vai surpreender a todos", disse a jornalistas em Brasília.
"Vamos ter um segundo semestre muito forte, especialmente na construção civil", acrescentou Lupi, reafirmando sua previsão de que a economia vai ganhar 1 milhão de empregos em 2009.
Os salários também aumentaram levemente nos últimos meses, apesar do declínio econômico.
Uma pesquisa do Ministério do Trabalho mostrou que o salário médio dos novos postos subiu 0,57 por cento no primeiro semestre, para 745,80 reais por mês. O salário mínimo do país está atualmente em 465 reais.
A maior parte dos trabalhadores brasileiros não é registrada e integra a ampla economia informal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem como uma de suas prioridades o aumento do número de empregos com carteira assinada.
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