quinta-feira, 4 de outubro de 2012

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Metalúrgicos do ABC decidem amanhã sobre greve

BETH MOREIRA - Agencia Estado




SÃO PAULO - Metalúrgicos e empresas automobilísticas filiadas ao Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea) voltam a se reunir hoje para discutir novos reajustes salariais da categoria. A aceitação da proposta que será apresentada pelas montadoras, no entanto, só será votada amanhã, quando trabalhadores se reúnem em assembleia, segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A reunião do sábado terá início às 10 horas, em frente à sede da entidade, em São Bernardo do Campo.







Os sindicalistas ressaltam que, caso a proposta das montadoras não seja aceita, a categoria poderá decretar greve por tempo indeterminado. Na última reunião entre patrões e empregados, ocorrida na terça-feira, as empresas reiteraram a proposta de reposição inflacionária, que deve ficar ao redor de 4,5%. Já os sindicalistas exigiram aumento real de salários. Na manhã de hoje, os trabalhadores do turno da manhã da Autometal, da TRW e da Delga, de Diadema, pararam a produção nas fábricas para reivindicar aumento real de salário. As três empresas somam mais de 2.200 trabalhadores.

Brasil tem uma das maiores recuperações pós-recessão; veja dados

Segundo agência Moody's e OCDE, país apresentou um dos maiores crescimentos do trimestre.







Da BBC Brasil em Brasília - O crescimento da economia brasileira, de 1,9% no 2º trimestre, representa um dos melhores resultado entre os países que estavam em recessão, segundo dados da agência de classificação de risco Moody's e da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).



A maior recuperação do trimestre foi registrada pela Turquia (+ 2,7%), onde a economia encolheu durante quatro trimestres consecutivos. No Brasil, no entanto, foram dois.



Entre os países desenvolvidos, o que mais cresceu no 2º trimestre, em comparação ao 1º trimestre do ano, foi o Japão, com alta de 0,9%. O país vinha apresentando um PIB (Produto Interno Bruto) negativo desde o 2º trimestre de 2008, antes mesmo do agravamento da crise, em setembro do ano passado.



"O Brasil não apenas ficou pouco tempo em recessão, como também apresentou um dos maiores crescimentos no trimestre", diz Alfredo Coutinho, diretor para América Latina da Moody's.



Enquanto no Brasil o crescimento foi puxado pelo consumo interno, no caso japonês o resultado foi impulsionado pela demanda externa, principalmente da China, e por maiores gastos do governo.



Europa



Alemanha e França também já tiraram o pé da recessão técnica, caracterizada por dois trimestres consecutivos de queda no PIB. As duas economias cresceram 0,3% cada.



Apesar do crescimento desses dois países, a União Europeia como um todo ainda se encontra em recessão. A economia do bloco encolheu 0,2% no 2º trimestre.



Uma das razões está no consumo das famílias. Com o aprofundamento da crise, os europeus deixaram de comprar. Investimentos e exportações também continuam negativos.



A Grã-Bretanha, um dos países mais afetados pela crise financeira internacional, registrou uma queda de 0,7% do PIB no 2º trimestre.



Américas, Índia e China



Pelo levantamento da Moody's, o Brasil é o primeiro país da América Latina a sair de uma recessão neste ano.



Chile e México, dois dos principais países da região, ainda estão com dados negativos. O PIB chileno caiu 0,5% no 2º trimestre, enquanto o México registrou resultado ainda pior: queda de 1,1%.



Os Estados Unidos, foco da crise atual, continuam em recessão. A economia americana vem encolhendo desde o 3º trimestre do ano passado.



No 2º trimestre deste ano, o PIB dos Estados Unidos caiu 0,3% em comparação aos primeiros três meses de 2009.



Enquanto isso, China e Índia seguem em crescimento. O ritmo da expansão diminuiu, mas os dois países estão entre os poucos do mundo que não entraram em recessão.



No 2º trimestre deste ano, a economia chinesa cresceu 7,9% em comparação ao 2º trimestre de 2008, enquanto a Índia cresceu 6,1%.



Segundo Alfredo Coutinho, no entanto, os dados desses dois países, assim como os da Rússia, não consideram a sazonalidade e, portanto, não são comparáveis com a maioria dos países. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

E incrível, mas e verdade, a mídia ja reconheçe que saimos da crise.

Brasil entre os primeiros a retornar ao patamar pré-crise


O blog bateu um papo rápido sobre PIB com o economista Luis Otávio Leal, do banco ABC Brasil. Ele disse que a tendência do Brasil é estar entre os primeiros países do mundo a retornar ao patamar pré-crise e apontou os riscos ainda existentes pela frente. Também mostrou preocupação com o investimento, determinante para o crescimento sem pressões inflacionárias.



O Brasil entrou para o grupo dos países que saiu mais cedo da recessão. E daqui para frente?



— A tendência é que além de ser um dos que mais rapidamente tenha saído da recessão, seja um dos que mais rapidamente vai voltar aos patamares pré-crise, crescendo mais do que a média mundial em 2010 e muito próximo da média em 2011.



Quais são os fatores de risco?



— Uma piora do cenário externo do tipo "double dip" que pode frear o crescimento da industria, uma vez que em torno de 20% desse setor depende da demanda externa e não há crescimento sustentável da economia sem crescimento da indústria. Internamente o problema é a questão fiscal. O BC já colocou isso explicitamente na última ata e terá que subir os juros antes do previsto por conta da expansão fiscal acima do aceitável. Assim como o presidente Lula reclamou da herança maldita deixada por FHC, o próximo presidente poderá reclamar que Lula vai deixar a questão fiscal tão mal encaminhada que teremos que ter juros mais elevados por um período mais longo de tempo... Compramos um crescimento maior à vista, mas vamos pagar isso a prazo, como dizia Miltom Friedman, não existe almoço de graça.



Os investimentos estabilizaram. Eles vão crescer daqui para frente?



— Na comparação ao trimestre anterior, já no terceiro trimestre, mas na comparação anual só no quarto. De todo modo, o desempenho do investimento é bastante preocupante, uma vez que sua participação no PIB caiu para o menor nível desde 2003. Não existe crescimento sustentável baseado apenas no consumo. Se o investimento ficar para trás, o resultado será pressões inflacionárias e alta dos juros.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Makita anuncia fechamento de fábrica em S.Bernardo

Empresa rompe negociação com Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e demite 285


A Makita Brasil anunciou nesta sexta-feira o fechamento de sua fábrica em São Bernardo. O anúncio foi apontado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC como uma traição à entidade, que negociava a permanência da unidade de produção na Região. A fábrica do ABCD tem 285 trabalhadores, que receberam licença remunerada até outubro, quando a fábrica, localizada no Bairro Alvarenga, será fechada. A produção será concentrada na unidade de Ponta Grossa, no Paraná.




Empresa japonesa, a Makita está instalada há quase 20 anos no município e há três abriu a segunda planta no Paraná. “Quando abriu a segunda fábrica os trabalhadores estavam temerosos, mas nas reuniões com a empresa a diretoria sempre nos informou que não fecharia a planta de São Bernardo”, contou o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges.



De acordo com o sindicato, nesta sexta-feira, os diretores tinham marcado uma reunião com os advogados da empresa para assinar um termo de compromisso para que a fábrica de São Bernardo continuasse a produzir normalmente. Ao chegar à entidade, os advogados avisaram que a fábrica iria fechar.



Acampamento - Os funcionários vão acampar em frente à fábrica para que não haja perigo de retirarem os equipamentos da Makita. Os diretores do sindicato também planejam fazer um calendário de atividades como, por exemplo, uma passeata na rua Marechal Deodoro, manifestação na Câmara Municipal e no consulado japonês.



O vereador Paulo Dias (PT), de São Bernado, funcionário há 13 anos da Makita e licenciado da função na fábrica para atuar no Legislativo da cidade, criticou a ação da Makita. “É um desrespeito ao povo brasileiro. A empresa dizia que não tinha nenhuma visão de fechamento. O Japão deve uma explicação para todos. A direção contratou advogados para falar sobre o assunto e mais ninguém apareceu”, falou o parlamentar.



Selerges disse que a produção da Makita é vendida normalmente. “As máquinas são para a construção civil, então, eles não estão em crise? A exportação não é o grande nicho”, questionou Dias.



No Paraná, de acordo com a direção do sindicato, a mão de obra é mais barata, o que teria motivado a opção da empresa. Os trabalhadores de Ponta Grossa recebem cerca de um salário mínimo enquanto os trabalhadores da planta de São Bernardo ganham cerca de R$ 1.300. Outro fator para atrair a concentração da produção no outro Estado é o fato de que a distribuição de peças para o Mercosul seria mais fácil.



Trabalhadores - Valdenice Monteiro da Silva trabalha há 15 anos na empresa. A trabalhadora está grávida de cinco meses e passou mal depois do anúncio de fechamento. “Eu me assustei porque os trabalhadores ficaram nervosos e começaram a ficar agitados. Comecei a chorar e fui para a enfermaria”, afirmou Valdenice, que já tem outros dois filhos.



Outra funcionária, que não quis se identificar, disse que trabalha na fábrica há 21 anos, desde quando a empresa ainda era instalada em Diadema. “Tive problemas de saúde e já fui afastada duas vezes para operar os dois ombros. Aqui tem bastante gente afastada, mais de dez só neste ano”, disse.



Conforme os funcionários, a Makita chamou os trabalhadores para horas extras no sábado, além de continuar trabalhando no mesmo ritmo, diurno e noturno.



Na terça-feira (08/09), os trabalhadores entrarão em licença remunerada e, no mês que vem, a fábrica deve encerrar os serviços na cidade. Os trabalhadores devem receber as verbas rescisórias com o acompanhamento do sindicato.



Solidariedade – Sessenta trabalhadores da fábrica Otis, localizada em frente à fabrica da Makita, participaram da assembleia mesmo em horário de trabalho. “O que a empresa fez é uma falta de responsabilidade, o comitê sindical se dispõe a arrecadar dinheiro, fazer cestas básicas e até acampar com eles na frente da fábrica”, falou o auditor de qualidade da Otis, Genildo Dias Pereira, o Gaúcho.



No final da tarde de sexta-feira, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC emitiu uma nota sobre o fechamento da fábrica da Makita em São Bernardo. Segue abaixo a íntegra da nota..



Makita rompe compromisso com o Sindicato



Trabalhadores na Makita, indústria de ferramentas elétricas de São Bernardo, iniciaram mobilização nesta sexta-feira (04/09) em protesto contra a empresa, que anunciou o fechamento da unidade e a demissão de seus 285 funcionários.



A direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informa que a ação da Makita foi inescrupulosa e anti-ética, porque desrespeitou o compromisso e a garantia firmados com a entidade e os trabalhadores de que a fábrica não seria fechada.



O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC está concentrando todos os seus esforços e recursos para assegurar empregos e direitos dos 285 trabalhadores da Makita.



No comunicado que distribuiu aos funcionários na manhã desta sexta-feira, a empresa afirma que o fechamento foi consequência da crise econômica internacional. O texto não informa, porém, a atuação permanente do Sindicato para evitar que a fábrica fosse fechada nem a disposição de buscar alternativas. A direção dos Metalúrgicos do ABC não aceita nem dá crédito à justificativa da crise usada pela empresa.



O Sindicato mantinha negociações transparentes, permanentes e éticas com a diretoria da Makita e, nas seguidas reuniões que realizou com a empresa sobre a possibilidade de fechamento, obteve garantias e o compromisso de que a fábrica não seria fechada.



Ao apoiar a mobilização dos trabalhadores, o Sindicato quer denunciar à sociedade, às autoridades e ao Poder Público a falta de responsabilidade social da Makita e a quebra dos acordos e da palavra empenhada por sua direção.



Os trabalhadores permanecerão mobilizados até que a Makita atenda a direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e reveja o anúncio de fechamento fábrica.



Contamos com a compreensão e solidariedade da imprensa diante deste grave problema que atinge 285 trabalhadores e suas famílias. Manteremos todos informados sobre o andamento do caso por meio de notas oficiais assinadas pela diretoria dos Metalúrgicos do ABC e também pelo site do Sindicato (www.smabc.org.br).

Metalúrgicos do ABCD param na próxima semana

Trabalhadores de montadoras paralisaram atividades e deram início às manifestações pela campanha salarial nesta sexta-feira (04/09)


Os trabalhadores do segundo turno da Volkswagen e da Mercedes-Benz paralisaram as atividades nesta sexta-feira (04/09) e marcaram o início das manifestações da categoria na Região pela campanha salarial 2009. A partir da próxima terça-feira (08/09) o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC deverá organizar greves em empresas do ABCD para reivindicar aumento real de salários e renovação e ampliação das cláusulas sociais.




Aprovada com unanimidade pelos cerca de cinco mil trabalhadores que participaram da assembleia na porta do sindicato na noite desta sexta-feira, a proposta de paralisações, atos e greves na semana que vem tem como objetivo forçar os empresários a apresentarem propostas que atendam as reivindicações dos metalúrgicos.



De acordo com o presidente do sindicato, Sérgio Nobre, até o próximo sábado (12/09), a entidade quer votar propostas dos sindicatos patronais que avancem nas discussões sobre a campanha salarial. “Até lá vamos seguir com atos e paralisações”, convocou o sindicalista.



Até o momento apenas as montadoras e as indústrias de autopeças fizeram propostas para a categoria. Apesar da indicação de renovação e avanço nas cláusulas sociais, a oferta de repassar aos salários apenas o índice da inflação acumulada no período desagradou os trabalhadores. “Nós não admitiremos um acordo sem aumento real de salários”, indicou Nobre. Isso significa que os metalúrgicos lutarão por reajuste salarial maior do que a variação da inflação.



Influência – Por conta dos efeitos variados da crise financeira mundial nas indústrias da base da categoria, o Sindicato dos Metalúrgicos defendeu uma negociação “equilibrada” com os empresários. A posição dos sindicalistas é adequar o acordo da Região à necessidade daquelas indústrias que foram mais afetadas pela crise – como é o caso das autopeças que trabalham para montadoras que exportavam caminhões –, mas também garantir a influência positiva das companhias que mantém bons resultados – caso das montadoras que produzem veículos leves.



Entre as propostas já encaminhadas aos trabalhadores, os representantes dos empresários, além de não oferecerem reajuste real de salários, também propuseram redução do teto de rendimentos e manutenção do piso salarial. Por considerar que estas cláusulas econômicas não representam os interesses dos trabalhadores, o sindicato rejeitou-as na mesa de negociação.



Sociais – No entanto, as negociações com as indústrias de autopeças já resultaram em avanços. O auxílio creche para as trabalhadoras com filhos pequenos poderá ser ampliado de 24 para 36 meses e há proposta da licença paternidade ir de cinco para sete dias. Os metalúrgicos que servem o serviço militar também deverão ser beneficiados com mudanças a partir da campanha salarial 2009.





www.abcdmaior.com.br

Internet elétrica será vendida neste ano

Maria Luíza Filgueiras



Do Diário do Grande ABC



A internet elétrica deve virar realidade em São Paulo ainda neste ano. Enquanto as agências reguladoras analisavam como e quando o acesso à web pela tomada poderia ser feito, as empresas de energia faziam experiências. A Aneel (Agência Nacional e Energia Elétrica) e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) acabam de dar o sinal verde para as operadoras começarem a trabalhar o produto.



"Todas as distribuidoras de energia já estão autorizadas", afirma Paulo Henrique Silvestre, superintendente de regulação da distribuição da Aneel. "O regulamento permite que o aluguel dos fios seja feito, desde que não haja prejuízo de qualidade para o consumidor."



A Anatel é responsável pela fiscalização das provedoras de internet, incluindo a questão de velocidade fornecida e preço ao consumidor. Cabe à Aneel as regras para não criar concorrência das empresas do setor de energia com as empresas de telecomunicações.



As distribuidoras de eletricidade não podem prestar o serviço diretamente, mas podem alugar a infraestrutura para operadoras de internet. Se houver uma empresa de telecomunicações do mesmo grupo que a distribuidora, ela pode oferecer a internet. Mas, para que não seja dada preferência, a Aneel exige que a distribuidora divulgue amplamente no mercado, por três dias consecutivos em jornais de grande circulação, que abrirá concorrência para a locação de sua rede às operadoras interessadas.



Na internet tradicional, os fios de telefonia são condutores das informações para acesso à internet. Na nova opção, os fios elétricos são os condutores e também precisam de modem para captar o sinal da rede e converter dados, imagens e voz. A grande vantagem é a capilaridade - hoje 65% dos lares brasileiros utilizam energia elétrica -, o que pode ampliar em muito o acesso do País à banda larga.



Agora que as regras foram definidas, as operadoras começam a avaliar a viabilidade comercial do serviço. Segundo a Anatel, nenhuma empresa se habilitou ainda, mas o grupo AES Eletropaulo já demonstrou interesse, através da Eletropaulo Telecom. A empresa solicitou licença temporária à Anatel e, ao fim de 2007, começou a fazer testes de fornecimento de internet banda larga pela rede elétrica.



Segundo Nicolas Maheroudis, diretor de projetos BPL (Broadband over Power Lines, banda larga por linhas de energia) da Eletropaulo Telecom, o fornecimento tem sido feito para 150 apartamentos em Moema, na Capital paulista, o que já representou um investimento de R$ 20 milhões em 2007 e 2008.



"Ainda em 2009, queremos estender esse atendimento aos bairros Cerqueira César e Pinheiros. O mapa inicial para comercializar o serviço é de 300 prédios, universo de 15 mil apartamentos", conta Maheroudis. A Eletropaulo não vai criar um provedor próprio, mas atuará com parceiros para a oferta de internet das marcas já existentes, como Vírtua e Speedy.



Outras empresas podem demorar um pouco mais a oferecer o serviço, ou mesmo optar por não incluí-lo na carteira. A CPFL Energia, por exemplo, não demonstra interesse, no momento, em explorar a internet banda larga pela rede elétrica.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Economia nacional: Brasil está apto a ser 1º grau de investimento pós-crise, diz Moody's

O Brasil reúne as condições necessárias para se tornar, nos próximos dias, o primeiro país, entre os 100 países analisados pela agência de classificação de risco Moody's, a ser avaliado como "'grau de investimento"' desde o início da crise econômica. É essa a opinião do analista-chefe para o Brasil da agência, Mauro Leos. A classificação é dada a países cujas economias são consideradas seguras para investidores. A categoria determina se um país oferece ou não risco de pagar seus títulos. Quanto mais elevada a classificação, maior a propensão em atrair títulos.




Em entrevista à BBC Brasil, Leos afirmou que, se a conclusão do comitê de avaliação da agência for a de que o Brasil merece entrar nessa categoria isso se dará porque "o País está apto a arcar com choques externos, está se movendo na direção certa e os riscos crediários que enfrenta são mais baixos do que antes".



Outras duas agências de risco, a Standard & Poor's e a Fitch Ratings, já haviam elevado a classificação do Brasil para grau de investimento, no ano passado.



Mas a Moody's, ao contrário das duas outras, decidiu não elevar a categoria do país no ano passado, a fim de aguardar para ver o quanto o país seria afetado pelos efeitos da crise econômica mundial.



"'O Brasil se saiu melhor do que o esperado. E um dos fatores decisivos para rever a classificação do país foi a avaliação do mercado. No Brasil, após um período crítico entre setembro e novembro, quando houve queda da atividade econômica, o sentimento do mercado melhorou consideravelmente", afirma Leos.



Emergentes

Segundo ele, a despeito do "declínio abrupto do quarto trimestre de 2008, o Brasil se diferenciou de outras economias emergentes em 2009, porque já está crescendo a uma taxa de 4%, no terceiro trimestre, em termos anuais, um índice que não temos visto em outros países".



Fatores como sistema bancário sólido, balanço de pagamentos positivo e retorno do fluxo de capitais foram determinantes para provocar a revisão da Moody's.



O analista afirma que o Brasil, assim como outras nações afetadas pela crise, sofreu um aumento de seu déficit fiscal e, consequentemente, da dívida pública.



"Mas no caso do Brasil, isso não é grande o suficiente para causar preocupação. A posição oficial do governo é a de retomar balanços primários consistentes com o compromisso de reduzir a dívida pública."



De acordo com Leos, se vier a ser de fato considerado grau de investimento pela última agência que faltava, isso possibilitará ao Brasil contrair empréstimos mais elevados a taxas de juros mais baixas.



A avaliação também abrirá caminho para fundos de investimentos e os fundos de pensões americanos que têm como critério só investir em países que são avaliados como grau de investimento por diferentes agências de classificação.




Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Sites interressantes: valem apena ve-los.

http://www.viomundo.com.br/


http://blogdoonipresente.blogspot.com/2009/08/os-dez-estragos-de-fhc-na-petrobras.html




http://baixandonafaixa.blogspot.com/2009/08/historia-secreta-da-rede-globo.html


http://www.anovaordemmundial.com/

Estudem os golpes midiáticos

Publicado no Blog Vi o Mundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha




De original o Brasil só inventou a jabuticaba. O resto quase tudo vem de fora. Especialmente as grandes idéias dos marqueteiros políticos. A inspiração deles tem origem clara: os Estados Unidos.



Em quarenta anos de profissão, nunca vi a mídia tão partidarizada. Jamais. Jamais testemunhei um fenômeno como o de Lina Vieira: a mídia martela uma tese e simplesmente descarta todas as outras que possam contradizer aquela tese. Uma tese bancada por Agripino Maia. Uma tese que tem o objetivo de carimbar Dilma Rousseff como "mentirosa". Que faz parte da campanha para demonizar a candidata do governo. Que, em minha opinião, obedece a uma campanha milimetricamente traçada por marqueteiros de José Serra e executada por prespostos dos Civita, Marinho, Frias e Mesquita.



Onde estava Lina Vieira na tarde do dia 19 de dezembro? Dentro de um avião, voando para Natal. E Dilma? Depois de reuniões em Brasília, também viajou. Se não foi naquele dia o suposto encontro entre a ex-secretária da Receira Federal e a ministra, quando foi? Baixou um silencio espetacular nos jornais, nas rádios e nas telas da TV. Um silencio ensurdecedor.



[Para quem estava em outro planeta, no encontro a ex-secretária disse que Dilma Rousseff pediu a ela que interferisse indevidamente em uma ação da Receita Federal contra o filho do presidente do Senado, José Sarney. A ministra nega o encontro.]



Depois de oito anos distante do poder federal, a UDN vai usar todas as ferramentas a seu dispor para reconquistar o Planalto em 2010. É o pré-sal, estúpido! São bilhões e bilhões de dólares que permitirão a quem estiver no poder investimentos como há muito tempo não vemos no Brasil. E há gigantescos interesses externos já expressos, ainda que delicadamente, no debate sobre a exploração do pré-sal.



O consórcio DEM-PSDB vai tentar barrar as tentativas do governo Lula de aumentar a participação da União na exploração do petróleo. Vai fazer isso, sem assumir, em defesa dos interesses das grandes petroleiras internacionais, que correm desesperadamente em busca de reservas exploráveis.



Não é por outro motivo que, através da mídia, esses interesses tentam enfraquecer a Petrobras. Tentam dizer que a Petrobras é incapaz de tocar o projeto. Tentam dizer que a Petrobras ou o Brasil não tem dinheiro para fazer os investimentos necessários. Não é por acaso que a TV Globo assumiu a proposta do governo americano de uma "parceria": eles nos ajudam a explorar o pré-sal E nos vendem armas. É como aquela famosa piada da troca de casais. Nós entramos duas vezes como "doadores". Doamos o petróleo E pagamos pelas armas..



Não é por caso que, em duas reportagens recentes, tanto o jornal New York Times quanto a revista britânica The Economist lançaram dúvidas sobre o futuro da exploração do pré-sal. O repórter Alex Barrionuevo, do Times, usou em seu texto palavras que acionam o botão de ojeriza do típico leitor americano: falou em "nacionalismo" e disse que uma suposta onda de "nacionalismo" no Brasil, agora, é comparável à dos tempos da ditadura militar.



Mas ele, por ignorância ou má fé, se esqueceu de dizer que a decisão correta de investir na exploração de petróleo em águas profundas, tomada durante o regime militar, é que permitiu à Petrobras o sucesso de agora. Ou seja, um exemplo de uma decisão "nacionalista" que deu resultado. Barrionuevo deu conotação negativa a "nacionalismo". Pelo simples fato de que "nacionalismo" só interessa aos americanos quando representa a defesa dos interesses dos Estados Unidos.





Dito isso, é bom se precaver. Como?





Estudando os golpes eleitorais que permitiram a George W. Bush se eleger em 2000 depois de uma forcinha da Suprema Corte. Estudando os sofisticados golpes eleitorais aplicados pelos republicanos em 2000, na Flórida, e em 2004, em Ohio.





Eu tenho todos os livros a respeito, mas não vou emprestar. Ninguem devolve livro no Brasil.









Essas fraudes foram baseadas em truques sofisticados, como a supressão de blocos de eleitores. Por exemplo, com a colocação de um número menor de máquinas de votação em seções eleitorais onde se sabia que a maioria era de eleitores democratas -- bairros de maioria negra, por exemplo.



Há suspeitas de fraude eletrônica. E de que os republicanos tenham aplicado um arsenal de medidas administrativas e jurídicas com o objetivo de desestimular ou simplemente bloquear o voto de grupos majoritariamente democratas.










É importante ver o documentário Our brand is crisis, que fala sobre as táticas eleitorais empregadas por marqueteiros americanos para eleger Gonzalo Sanchez de Lozada presidente da Bolívia (ascendeu ao poder com apoio americano e pretendia implantar um projeto pelo qual o gás boliviano seria exportado por navios para os Estados Unidos, a partir de um terminal no Chile).



Finalmente, é preciso estudar todas as ações do National Endownment for Democracy, o NED, uma instituição bipartidária dos Estados Unidos, bancada com dinheiro público, que "promove a democracia" no mundo através de ações de engajamento da sociedade civil. O NED foi criado no governo de Ronald Reagan para fazer, abertamente, o que a CIA fazia antes na clandestinidade.



O NED estimula o uso de todas as ferramentas eletrônicas modernas -- SMS, internet, twitter -- para a mobilização popular, especialmente de jovens, considerando que os jovens têm menor conhecimento histórico, são mais voláteis e são mais suscetíveis à influência da cultura americana.



O NED teve um papel importante em algumas "revoluções" no Leste europeu, notadamente na derrubada de Slobodan Milosevic na extinta Iugoslávia, em 2000; na Revolução das Rosas, na Geórgia, em 2003; na Revolução Laranja, na Ucrânia, em 2005, e na Revolução das Tulipas, no Quirguistão, em 2005.



Nesses e em outros casos jovens ativistas estudantis foram mobilizados com slogans e símbolos simples e diretos (Resistência! na extinta Iugoslávia, É Hora na Ucrânia), atuando especialmente antes ou depois de eleições, em manifestações de rua durante crises eleitorais.



A lista de grupos e movimentos, que receberam financiamento do NED ou de outras instituições dos Estados Unido,s inclui: Otpor! na extinta Iugoslávia.; Kmara na Geórgia; Pora na Ucrânia;



Zubr na Bielorrússia; Mjaft! na Albania ; Oborona na Rússia; Kelkel no Quirguistão



Nabad al-Horriye no Líbano; Súmate (e outros) na Venezuela.



O Instituto Nacional Republicano (IRI) e o National Democratic Institute (NDI) são os braços dos dois principais partidos americanos encarregados de "promover a democracia" no mundo, ou seja, de treinar e promover jovens líderes partidários que sejam "amigáveis" aos interesses de Washington. Tanto o IRI como o NDI integram o NED. Foi uma forma de garantir no Congresso americano a aprovação de todas as verbas que o NED achar necessárias para "promover a democracia" no mundo, sempre em parceria com entidades locais da sociedade civil. Também fazem parte do NED uma entidade de empresários e outra ligada a sindicatos.



O Brasil tem uma sociedade civil suficientemente informada para não cair em contos do vigário. Mas nunca é demais ficar alerta. Afinal, suspeitas do passado se confirmaram: havia ouro de Moscou; houve ajuda política e militar dos Estados Unidos ao golpe de 1964; houve estímulo dos Estados Unidos ao golpe que derrubou Hugo Chávez na Venezuela, para lembrar apenas de casos marcantes.



O caso clássico, na Venezuela, no referendo de 2004, funcionou assim: pesquisa de boca-de-urna, divulgada antes do início das apurações, dava como certa a derrota de Hugo Chávez, por ampla margem (59% contra Chávez, 41% pela permanência dele no poder). O que abria caminho para dois movimentos: fraude na apuração ou, em caso de vitória de Chávez, a denúncia de que ele teria fraudado o resultado. E manifestações de rua. E protestos internacionais.



Qual foi o resultado da contagem de votos? Chávez teve 59% contra 41%! A oposição, obviamente, gritou fraude. E tentou organizar protestos de rua. Mas os observadores internacionais atestaram a lisura do referendo. E Chávez sobreviveu.



Como costuma dizer a Conceição Lemes, a melhor vacina contra a desinformação é a informação. Vacine-se!

www.pt.org.br

Lula: lucro do pré-sal irá para educação, tecnologia e combate à pobreza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (25) que a definição sobre as novas regras de exploração de petróleo na camada de pré-sal (poços profundos abaixo do oceano) será divulgada na segunda-feira que vem.


"Na segunda-feira, vou lançar o novo marco regulatório do pré-sal", afirmou o presidente em discurso no lançamento da pedra fundamental da Universidade Federal do ABC, em São Bernardo do Campo.

Segundo o presidente, a idéia é investir os lucros do pré-sal em programas que beneficiem o conjunto da sociedade brasileira.



"Vamos investir em educação, ciência e tecnologia, e para combater a pobreza nesse país", disse Lula.



"Esse que vos fala está tentando que daqui há dez, 15 anos, a gente tenha o Brasil numa situação altamente invejável diante dos olhos do mundo. (...) Nós não vamos jogar fora, no século 21, a quantidade de oportunidades que jogamos no século 20".

www.pt.org.br

Dirigente sindical sofre tentativa de execução em São Paulo

O sindicalista Élio Neves, presidente da Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp) e diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação (Contac/CUT) foi vítima de atentado na tarde de domingo (23) numa chácara em Araraquara, no interior paulista.




Conforme relatos de amigos que estavam presentes, dois motoqueiros encapuzados chegaram ao local. O carona desceu e dirigiu-se imediatamente até o sindicalista. Após um tiro certeiro na nuca, os dois fugiram. Élio foi encaminhado ao hospital, onde encontra-se em estado grave.



A trajetória de Élio Neves é marcada pela luta em defesa da reforma agrária e dos assalariados rurais - como cortadores de cana e colhedores de laranja -, contra o trabalho escravo e infantil, e de combate aos gatos que intermediam a superexploração de mão-de-obra nas lavouras.



De acordo com Siderlei de Oliveira, presidente da Contac, Élio acabara de retornar de uma viagem ao Rio Grande do Sul, onde ajudava na organização dos assalariados rurais. "Estamos torcendo por Élio, companheiro que, além de grande lutador, é um grande amigo", destacou Siderlei, sublinhando a necessidade da mais ampla e rigorosa apuração dos fatos, "para que este atentado à organização sindical não fique impune".



O presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, se solidarizou com a família e os companheiros de Élio Neves neste momento difícil e assegurou que a entidade está mobilizada para garantir que se faça justiça e os criminosos não fiquem impunes.



Em nome da União Internacional dos Trabalhadores (UITA), Gerardo Iglesias resgatou o compromisso de classe demonstrado por Élio, seu destemor na luta contra os grandes usineiros e a necessidade da mais ampla e rigorosa investigação.

www.pt.org.br

domingo, 23 de agosto de 2009

Redistribuir o tempo de trabalho

"O tempo não para. Eu vejo o futuro repetir o passado"
(Cazuza)




Avanços técnico-científicos deste começo de século criam nas sociedades modernas condições superiores para a reorganização econômica e trabalhista. De um lado, o aparecimento de novas fontes de geração de riqueza, cada vez mais deslocadas do trabalho material, impõe saltos significativos de produtividade. Isso porque o trabalho imaterial liberta-se da existência prévia de um local apropriado para o seu desenvolvimento, conforme tradicionalmente ocorre em fazendas, indústrias, canteiros de obras, escritórios e supermercados, entre tantas outras formas de organização econômica assentadas no trabalho material.
Com a possibilidade de realização do trabalho imaterial em praticamente qualquer local ou horário, as jornadas laborais aumentam rapidamente, pois não há, ainda, controles para além do próprio local de trabalho. Quanto mais se transita para o trabalho imaterial sem regulação (legal ou negociada), maior tende a ser o curso das novas formas de riqueza que permanecem -até agora- praticamente pouco contabilizadas e quase nada repartidas entre trabalhadores, consumidores e contribuintes tributários.
Juntas, as jornadas de trabalho material e imaterial resultam em carga horária anual próxima daquelas exercidas no século 19 (4.000 horas). Em muitos casos, começa a haver quase equivalência entre o tempo de trabalho desenvolvido no local e o realizado fora dele. Com o computador, a internet, o celular, entre outros instrumentos que derivam dos avanços técnico-científicos, o trabalho volta a assumir maior parcela no tempo de vida do ser humano.
De outro lado, a concentração das ocupações no setor terciário das economias. No Brasil, 70% das novas ocupações abertas são nesse setor. Para esse tipo de trabalho, o ingresso deveria ser acima dos 24 anos de idade, após a conclusão do ensino superior, bem como acompanhado simultaneamente pela educação para toda a vida.
Com isso, distancia-se da educação tradicional, voltada para o trabalho material, cujo estudo atendia sobretudo crianças, adolescentes e alguns jovens. Tão logo concluído o sistema escolar básico ou médio, iniciava-se imediatamente a vida laboral sem mais precisar abrir um livro ou voltar a frequentar a escola novamente.
Para que os próximos anos possam representar uma perspectiva superior à que se tem hoje, torna-se necessário mudar o curso originado no passado. Ou seja, o desequilíbrio secular da gangorra social. Enquanto na ponta alta da gangorra estão os 10% mais ricos dos brasileiros, que concentram três quartos de toda a riqueza contabilizada ("Os Ricos no Brasil", Cortez, 2003), há apenas 6% da população que responde pela propriedade dos principais meios de produção da renda nacional ("Proprietários: Concentração e Continuidade", Cortez, 2009).
Em contrapartida, a ponta baixa da gangorra acumula o universo de excluídos ("Atlas da Exclusão Social no Brasil", Cortez, 2004), que se mantêm historicamente prisioneiros de brutal tributação a onerar fundamentalmente a base da pirâmide social. No mercado nacional de trabalho também residem mecanismos de profundas desigualdades, como no caso da divisão do tempo de trabalho entre a mão de obra.
Em 2007, por exemplo, a cada 10 trabalhadores brasileiros, havia 1 com jornada zero de trabalho (desempregado) e quase 5 com jornadas de trabalho superiores à jornada oficial (hora extra). Além disso, 4 em cada grupo de 10 trabalhadores tinham jornadas de trabalho entre 20 e 44 horas semanais, e 1 tinha tempo de trabalho inferior a 20 horas por semana.
O pleno emprego da mão de obra poderia ser alcançado no Brasil a partir de uma nova divisão das jornadas de trabalho, desde que mantido o nível geral de produção. A ocupação de mais trabalhadores e a ampliação do tempo de trabalho dos subocupados poderia ocorrer simultaneamente à diminuição da jornada oficial de trabalho e do tempo trabalhado acima da legislação oficial (hora extra).
Com redistribuição do tempo de trabalho o reequilíbrio da gangorra social, torna-se possível.





Marcio Pochmann, economista, é presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp.Foi secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo (gestão Marta Suplicy).Texto originalmente publicado na coluna Tendências/Debates do jornal Folha de S. Paulo, edição de 20/08/2009.

Fipe: confira os 20 carros mais baratos do Brasil

Cerca de um ano depois de desembarcar no Brasil e, desde então, liderar a lista como o carro mais barato vendido em território nacional, o M100, trazido pela Effa, perdeu seu posto pelo segundo mês consecutivo para o Fiat Uno, que liderava antes da chegada do concorrente. O veículo chinês custava R$ 24.350 em julho, enquanto o atual primeiro colocado saía por R$ 23.666. Com base na tabela de preços da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que considera os valores que os veículos são achados no mercado, e não os sugeridos pelas montadoras, o Terra selecionou os 20 automóveis 0 km mais baratos do Brasil. Na relação, a Fipe lembra que ainda estão computados os descontos dados pelo governo no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).




Uno
Fiat
R$ 23.666
fotos

M100
Effa
R$ 24.350
fotos

Celta
Chevrolet
R$ 24.834
fotos

Palio Economy
Fiat
R$ 25.572
fotos

Gol City
Volkswagen
R$ 26.467
fotos

Classic
Chevrolet
R$ 27.286
fotos

Clio
Renault
R$ 27.874
fotos

Ka
Ford
R$ 28.007
fotos

Corsa
Chevrolet
R$ 29.296
fotos
10º
Prisma
Chevrolet
R$ 29.586
fotos
11º
Courier
Ford
R$ 29.763
fotos
12º
Logan
Renault
R$ 29.972
fotos
13º
Novo Gol
Volkswagen
R$ 30.021
fotos
14º
Siena
Fiat
R$ 30.466
fotos
15º
Sandero
Renault
R$ 30.977
fotos
16º
Fox
Volkswagen
R$ 31.311
fotos
17º
206
Peugeot
R$ 31.338
fotos
18º
Voyage
Volkswagen
R$ 31.871
fotos
19º
Strada
Fiat
R$ 32.260
fotos
20º
Montana
Chevrolet
R$ 32.368
fotos

Aneel: conta de luz pode subir em SP após mudança tributária

Um decreto do governo de São Paulo que alterou as regras do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre a energia elétrica pode trazer aumento nas tarifas para o consumidor residencial. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a exigência de que as distribuidoras cativas recolham, por meio da substituição tributária, o imposto pago em transações do mercado livre (não regulado) vai afetar os custos das empresas, o que pode gerar pedidos de revisão tarifária.
O decreto do governo paulista foi assinado pelo governador José Serra (PSDB) em 30 de março deste ano e prevê que as distribuidoras de energia para o mercado residencial terão que recolher o ICMS de transações realizadas no mercado livre, feitas entre os comercializadores e grandes consumidores, como empresas.
De acordo com a Aneel, caso haja inadimplência nos pagamentos, as distribuidoras podem ter problemas financeiros por já terem recolhido o ICMS da transação ao governo. Outra questão é o aumento do fluxo de caixa destas empresas, que passariam a adiantar imposto sobre transações que não participaram. Isto também poderia causar aumento no recolhimento de outros impostos.
Segundo a agência, algumas vezes a energia comercializada no mercado livre passa pela rede da distribuidora, mas para isso há apenas a cobrança de um pedágio automático, não havendo interferência ou intermediação da dona da rede.
Como os custos tributários são parte da análise do preço da tarifa, a Aneel prevê que as distribuidoras que atuam no Estado peçam revisão nos valores que cobram de seus clientes. A validade do decreto paulista está sob análise na procuradoria do órgão.



Fonte: Redação Terra

sábado, 15 de agosto de 2009

Regra para oferta de web pela rede elétrica sai na terça-feira

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá aprovar na terça-feira a regulamentação para a comercialização de serviços de internet pelas empresas distribuidoras de energia elétrica. Segundo o diretor-geral da agência, Nelson Hubner, a regulamentação do serviço é um primeiro passo.
No entanto, até que o serviço se torne uma realidade para a população, será preciso vencer obstáculos tecnológicos.
"A maior parte das empresas ainda não está preparada para oferecer o serviço", afirmou Hubner. Para vender internet, as distribuidoras de energias terão de abrir subsidiárias para o fim específico ou se associarem a empresas do setor de telecomunicações.
Parte da receita com o serviço será revertida para o cálculo da tarifa, que tenderá a cair. O diretor da Aneel esteve reunido nesta sexta-feira com empresários mineiros para falar dos desafios do setor. Segundo ele, a meta é concluir o estudo para a mudança da estrutura tarifária das companhias de energia elétrica a tempo de implementar as medidas no terceiro ciclo de revisão tarifária, em 2011.
De acordo com Hubner, até o fim do ano, a Aneel quer definir as regras para renovação das concessões das usinas que vencerão em 2015. Para definir as regras será preciso encaminhar ao Congresso um projeto de lei. A meta é encaminhar o projeto de lei antes que o Congresso pare para as eleições de 2010. "Não entrar no calendário eleitoral, esse é nosso sonho."



fonte: agencia estado

Conversando sobre inflação

Dona Eulália pediu um bolo à sua empregada, Alice. Enquanto ela preparava a massa, comentou com a patroa, economista de prestígio, sobre uma conversa que tivera com seu marido sobre campanha salarial.- Sabe, às vezes tenho saudade da inflação alta!Todo o mês meu marido tinha aumento de salário!Agora, ele me disse que o aumento será pequeninho.Dona Eulália sorriu e respondeu:- Não diga besteira, Alice! Seu marido não tinha aumento! Ele apenas recebia uma reposição, pois na inflação os preços aumentam muito e o poder de compra diminui.Alice pareceu não entender.Dona Eulália prosseguiu:- Você ficava feliz com o aumento do salário do seu marido, mas quando ia ao supermercado não comprava muita coisa, porque os preços já estavam maiores que antes, certo? Isso é a inflação.- É verdade patroa! Lembro de como era ruim ir ao mercado e ver aquelas pessoas remarcando os preços. Quase todo dia eles faziam isso! – disse Alice.- Pois é! Ainda bem que isso mudou. Hoje o Brasil vive uma estabilidade, quer dizer, a inflação está controlada e os preços já não sobem tão rápido. Isto é bom porque podemos programar gastos, fazer poupança e negociar melhores preços. Hoje, já não comentamos sobre inflação, mas quando chega a campanha salarial é comum o tema entrar em discussão. É quando nos damos conta de que a inflação está baixa.- Agora entendo! Se a inflação está baixa, o que eu gastei para fazer despesaneste mês eu gastarei no mês seguinte. É isso?- É sim!- Mas porque o feijão ficou tão caro há uns meses se a inflação está baixa?- Sempre haverá variação de preços por diferentes motivos. No caso do feijão houve um problema na safra, pois às vezes chove muito ou não chove nada, o que resulta numa queda da colheita e aumento de preço. Mas veja o caso dos aluguéis. O índice de inflação dos aluguéis ficou negativo mês passado e o preço não poderá ser reajustado.Um preço compensa o outro. Entendeu?Alice confirma com um sorriso ter entendido o que foi explicado. Saiu pensando que deveria conversar com seu marido. Era tão teimoso que talvez não quisesse ouvi-la. Quem sabe dona Eulália não poderia lhe dar umas aulas. Quem sabe?



*Se você tem alguma dúvida em relação a este tema, escreva para a subseção Dieese contando sua dificuldade.O endereço de e-mail é sumetabc@smabc.org.br

O Sindicato de Lutas e Conquistas, mudou o Brasil.



O ABC é Brasil




A combatividade, o fortalecimento das bases, o alto índice de representação sindical e a sintonia com os movimentos sociais na luta contra as desigualdades de renda e de direitos, são características que ajudaram a transformar o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC numa referência nacional e internacional.

Em 1933, quando o sindicato foi criado – congregando os metalúrgicos de toda a região do ABC – as condições de trabalho eram péssimas, os salários baixos, direitos trabalhistas praticamente inexistentes; e, para complicar ainda mais a situação, havia forte repressão ao movimento sindical e total falta de infraestrutura para a ação sindical. Para fazer um piquete, era preciso alugar um caminhão para transportar os militantes; os sindicalistas andavam a pé ou de ônibus e, muitas vezes, substituíram o carro de som e megafones realizando assembléias com a força do “berro”.

As dificuldades, no entanto, só reforçaram a determinação dos trabalhadores de seguir em frente e até ampliar o raio de atuação ainda na primeira década de vida do sindicato. Além do tradicional embate capital-trabalho por melhores salários e condições de trabalho, o Sindicato começou a se preocupar com questões gerais, como por exemplo à solidariedade aos operários espanhóis durante a Guerra Civil de 1936-1939. Em 1943, o Sindicato esteve à frente do movimento pela decretação da guerra contra o nazi-fascismo, arrecadando fundos para as famílias dos expedicionários que foram combater na Europa.

Com a instalação da indústria automobilística, a entidade se desmembrou e, em 1959, foram fundados o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e o de Diadema, que atuaram juntamente com o originário Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André, até a reunificação de 1993, quando foi criado, então, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

A reação dos metalúrgicos do ABC contra a Ditadura Militar - os militares governaram o País de 1964 até 1985 – é outro momento histórico da categoria. Particularmente a partir de 1978, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, o Sindicato desempenhou um importante papel na luta pela recuperação da democracia no Brasil.

Em 12 de maio de 1978, em plena vigência do Ato Institucional Número 5 ( AI-5 ), considerado o mais duro do governo militar, que, entre outras coisas acabou com as garantias do habeas-corpus e aumentou a repressão militar e policial; os metalúrgicos de várias fábricas do ABC entraram em greve, sendo que a maior paralisação ocorreu na Scania (planta de São Bernardo do Campo da montadora sueca), dando início a um novo ciclo histórico das lutas sindicais no país, que se irradiou para outras categorias e outros Estados brasileiros em pouco tempo.

Essas mobilizações são apontadas como elemento fundamental no processo de construção do Partido dos Trabalhadores, a partir de 1979, e da (CUT) Central Única dos Trabalhadores, fundada em agosto de 1983. O primeiro presidente nacional da CUT foi Jair Meneguelli, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, ex-deputado federal e atualmente presidente do SESI – Serviço Social da Indústria.

O deputado federal Vicente Paulo da Silva, Vicentinho, que sucedeu Meneguelli na CUT e dirigiu o Sindicato entre 1987 e 1994, lembra que a partir de 1985 e de uma prolongada greve que ocorreu simultaneamente à doença de Tancredo Neves (primeiro presidente civil eleito – indiretamente - em 21 anos, Tancredo não assumiu a Presidência. Foi internado na véspera da posse e depois de sete cirurgias faleceu em 21 de abril, vítima de infecção generalizada; o senador José Sarney assumiu interinamente no dia 15 de março daquele ano e oficialmente em 22 de abril) ficou claro que tinha chegado a hora de priorizar o trabalho de organização de base no chão da fábrica. Depois de uma grande mobilização, as empresas demitiram os líderes e a militância.



fonte: www.smabc.org.br

Assista o Abcdmaior em revista - RODA DE CONVERSA

http://www.abcdmaior.com.br/mediacenter_tv.php?id=683

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Metalúrgicos e G3 debatem cláusulas pré-existentes

Negociações com o Grupo 8 começam nesta terça-feira
A Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM) da CUT e a bancada patronal do Grupo 3, que representa os setores de Autopeças, Forjarias e Parafusos, realizaram na tarde desta segunda-feira (10) a segunda rodada de negociações da campanha salarial 2009. No encontro foram debatidas as cláusulas pré-existentes que estão em vigor na Convenção Coletiva de Trabalho até o dia 31 de agosto. A negociação foi coordenada pelo presidente da FEM-CUT, Valmir Marques, o Biro Biro.
A pauta de reivindicações da Federação contém 80 cláusulas pré-existentes, sendo que 53 não tiveram alterações na redação original e as demais 27 tiveram modificações. A entidade também incluiu na pauta mais 29 novos direitos.
Durante a rodada, a bancada patronal, representada pelo advogado Drauzio Rangel, disse que as 53 cláusulas pré-existentes, sem alteração, poderão ser renovadas automaticamente até o final das negociações.
Cláusulas em vigor com alterações As bancadas iniciaram ainda as discussões sobre as cláusulas em vigor que têm sugestões de alterações na sua redação, propostas pela Federação. Das 27 cláusulas, as bancadas debateram oito reivindicações e as discussões continuam nesta terça-feira (11). O G3 é o maior da base da Federação, ao todo são 115 mil metalúrgicos e metalúrgicas em Campanha Salarial e a data-base é 1º setembro.
Grupo 8 começa na terça A primeira rodada com a bancada patronal do Grupo 8, que reúne os sindicatos patronais dos setores de trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros, começa nesta terça, na FIESP. Na quinta-feira, acontecerá a segunda rodada com esta bancada.
Da FEM CUT

Internet via rede elétrica diminuirá tarifas de energia, diz assessor da Aneel

Na intenção de reduzir as tarifas de eletricidade, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) utilizará 90% da receita obtida pelas distribuidoras de energia com o aluguel de suas redes para serviços de internet de banda larga.



As concessionárias ficarão com 10% dessa receita, segundo proposta da àrea técnica da agência. No entanto, a resolução que definirá as regras para o uso da internet pela rede elétrica deverá ser votada pela diretoria da Aneel ainda neste mês, de acordo com informações da Agência Estado.
Em entrevista, Carlos Mattar, assessor da Superintendência de Regulação da Distribuição, disse que o critério de destinar 90% da receita adicional pata baixar tarifas já é utilizado no aluguel de postes para passagem dos cabos utilizados pelo serviço de telefonia. "A distribuidora não tem custo nenhum [com isso]", explicou.
Mattar acrescentou que, caso haja a necessidade de investimento na rede para a instalação do serviço de internet, o custo será da empresa de telecomunicações, e o mesmo acontece com os postes, se houver também necessidade de troca, por exemplo, por um mais resistente para aguentar mais peso por conta do aumento do número de cabos.
Na avaliação de Mattar, este critério não irá desestimular as distribuidoras a ofertarem sua rede. "Ela [a distribuidora] não vai investir um centavo e ainda vai ganhar 10%", disse.
Por fim, o assessor disse que a resolução da Aneel deixará claro que esse aluguel da rede não deve comprometer, tampouco alterar o fornecimento de energia elétrica para os consumidores.


Da redação Portal da Imprensa

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Governadora do RS acusada de integrar quadrilha criminosa




Um terremoto político atingiu o Rio Grande do Sul com a ação do Ministério Público Federal contra a governadora tucana Yeda Crusius, o marido desta, Carlos Crusius, quatro ex-presidentes da Assembléia Legislativa, o atual presidente do Tribunal de Contas do Estado, o vice-presidente do Banrisul e uma assessora direta da governadora. Segundo o MPF, acusados integram "verdadeira quadrilha criminosa, que lesou os cofres públicos entre os anos de 2003 e 2007". Gravações revelam prática de caixa-dois e reforçam suspeitas sobre compra da casa de Yeda Crusius.




O Rio Grande do Sul vive o maior escândalo político da sua história. A governadora Yeda Crusius (PSDB) foi acusada pelo Ministério Público Federal de integrar uma quadrilha criminosa instalada no aparelho de Estado. Além da governadora, a ação civil pública de improbidade administrativa denunciou outras oito pessoas: Carlos Crusius (marido de Yeda Crusius), José Otávio Germano (deputado federal do PP que foi secretário estadual de Segurança no governo Germano Rigotto; segundo a Operação Rodin, que apurou o desvio de R$ 44 milhões no Detran gaúcho, a fraude teria iniciado em 2003 durante o governo Rigotto, do PMDB); Luiz Fernando Zachia (deputado estadual do PMDB); Frederico Antunes (deputado estadual do PP), João Luiz Vargas (presidente do Tribunal de Contas do Estado); Rubens Bordini (vice-presidente do Banrisul e ex-tesoureiro da campanha de Yeda) e Walna Villaris Meneses (assessora de Yeda Crusius).Pesam sobre eles acusações de enriquecimento ilícito, dano ao erário e infração de princípios administrativos, crimes relacionados à fraude que desviou cerca de R$ 44 milhões do Detran gaúcho. Segundo o MPF, “os demandados agiram de forma imoral, pessoal, desleal, desonesta e ímproba, valendo-se da condição de ou em conjunto com agentes políticos e servidores públicos para obterem vantagens pessoais, utilizando-se dos respectivos cargos, de bens públicos e verbas públicas afetadas ao desenvolvimento de serviços públicos em área sujeita às suas atribuições funcionais e políticas.”Esse grupo, prossegue a denúncia do MPF, constituiu “verdadeira quadrilha criminosa, que lesou os cofres públicos entre os anos de 2003, por volta do mês de junho, até o mês de novembro de ano de 2007 (deflagração da fase ostensiva da investigação).” A ação define assim a atuação da quadrilha:“A societas delinquentium restou formada pela associação perene e estável de diversas pessoas, integrantes de diferentes núcleos estatais e diversas esferas privadas, no objetivo consciente e deliberado de perpetrar, continuadamente, sob diversas formas e com a máxima lucratividade possível, as condutas ímprobas apuradas em face da Administração Pública e do Erário. O agir do grupo enquadra-se no conceito de organização criminosa da Lei n° 9.034/1995, estando presente a hierarquia da associação delitiva, o intuito lucrativo, gestão empresarial das negociatas criminosas, destruição de probas, omissão de rendimentos, corrupção do tecido social, inserção estatal ilegítima e blindagem patrimonial”.“A organização criminosa era fortemente estruturada e sua atuação primordial voltava-se à obtenção e celebração de contratos públicos, mediante dispensa irregular de licitação em prol de fundações de apoio vinculadas à Universidade Federal de Santa Maria. Após a contratação, a atividade do grupo redirecionava-se à subcontratação de parcela substancial dos recursos a empresas privadas, que pouca ou nenhuma atividade realizavam, mas que absorviam esses recursos para a manutenção do esquema criminoso, pagando altos valores a título de propina para os servidores públicos estaduais e federais responsáveis pela efetivação e operacionalização da contratação; no caso, respectivamente, os então presidentes e diretores do Departamento Estadual Trânsito (Detran/RS) e integrantes da Universidade Federal de Santa Maria, incluído aí o seu ex-reitor Paulo Jorge Sarkis”.“A quadrilha estabeleceu verdadeiro bureau do crime, utilizando-se, de forma fraudulenta, da possibilidade de dispensa de licitação para contratação de fundações de apoio, bem como de prestígios políticos de seus integrantes para o estabelecimento e manutenção dos intensos contatos com gestores públicos – para quem ‘vendiam’ a fraude e dos quais dependiam decisivamente para a consecução da sangria do Erário”.Gravações falam de caixa-dois e compra de mansãoTodos os acusados negam as acusações. A governadora Yeda Crusius acusou os procuradores do Ministério Público Federal de estarem fazendo “jogo político”. A Associação Nacional dos Procuradores da República divulgou nota oficial criticando as declarações da governadora e defendendo a seriedade do trabalho do MPF no Rio Grande do Sul. A situação do governo tucano ficou ainda mais grave neste final de semana, com a divulgação pela revista Época e por jornais de Porto Alegre, do áudio de gravações feitas por Lair Ferst (um dos acusados de integrar a quadrilha que fraudou o Detran). As gravações mostram conversas de Ferst com Marcelo Cavalcante (ex-chefe do Escritório de Representação do RS em Brasília, encontrado morto no Lago Paranoá, em fevereiro deste ano) sobre temas como o caixa dois na campanha de Yeda e a compra de uma mansão pela governadora logo após o final do segundo turno, em 2006.Os áudios foram divulgados pelo advogado de Lair Ferst, Lúcio de Constantino. Segundo ele, há outras gravações que poderão ser divulgadas no futuro se isso favorecer a defesa de seu cliente. Nas conversas, Cavalcante diz que Yeda Crusius recebeu uma carta entregue por Lair a ele, denunciando irregularidades no Detran. Parte dessa carta chegou a ser divulgada durante a CPI do Detran, em 2008. A governadora sempre negou ter tido acesso a este documento. As gravações também comprometem o marido de Yeda, Carlos Crusius. Em uma das conversas, Ferst e Cavalcante comentam o comportamento de Crusius em relação a recursos doados para a campanha de 2006. Em um trecho, Cavalcante diz:“Algumas vezes que entrou dinheiro aí. Aí eu vou te repetir; lá no início, quando a gente conversava e tudo mais, eu até hoje não me esqueço, mas sempre achei muito esquisito que o Crusius vinha lá na sede do partido, lá e tal, e pegava a sacolinha, e deixava em algum lugar e ia embora. Não sei para onde. Acho que para casa, né?”Yeda tem maioria na Assembléia Legislativa e vinha usando essa condição para impedir a instalação de uma CPI. A partir da denúncia do MPF, essa blindagem ruiu e a comissão deve ser instalada nos próximos dias. Além das denúncias envolvendo a participação de integrantes do governo na fraude do Detran, a CPI também pretende investigar as conexões desse esquema com um outro, de fraude em licitações, denunciado pela Operação Solidária. Segundo estimativas preliminares, o prejuízo para o Estado neste caso pode chegar a R$ 300 milhões.


Redação - Carta Maior

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Média salarial real do brasileiro teve aumento de 3,5% em 2008




Para o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a explicação está na demissão das pessoas com menor escolaridade e na manutenção dos empregos de quem tem nível de formação mais alto – e consequentemente, maiores salários.


A média dos rendimentos reais do trabalhador brasileiro subiu entre 2007 e 2008, apesar da crise financeira. De acordo com números do Relatório Anual de Informações Sociais (Rais), apresentado nesta quinta-feira (6) pelo ministro do trabalho, Carlos Lupi, o crescimento da média salarial no ano passado foi de 3,52% acima da inflação.
Em 2007, ano em que a economia brasileira mais cresceu, o aumento da média salarial foi de 0,68%.
Para Lupi, a explicação está na demissão das pessoas com menor escolaridade e na manutenção dos empregos de quem tem nível de formação mais alto – e consequentemente, maiores salários.
O Rais aponta queda no número de empregos nos grupos que incluem desde os trabalhadores analfabetos até os que têm o ensino fundamental completo. A partir do ensino médio, contudo, o número de postos de trabalho volta a apresentar crescimento, que acompanha todas as faixas de escolaridade até o nível superior completo.
Entre os analfabetos, por exemplo, a quantidade de postos de trabalho diminuiu 3,91%. Já entre os trabalhadores com ensino superior completo, houve crescimento de 7,37% no número de empregos.
“Na crise, eles preferem sempre quem tem mais instrução, mais formação. Esse quadro mostra isso claramente”, afirmou o ministro. Segundo Lupi, os trabalhadores devem ficar atentos a essa dinâmica do mercado e procurar ter o máximo de estudo possível. “É mais um alerta para que todos continuem estudando. É importante a qualificação”, completou.
O relatório também mostra o quadro do mercado de trabalho quanto a gênero, raça, faixa etária e condição física dos trabalhadores. As mulheres são maioria entre os trabalhadores com escolaridade superior incompleta e superior completa – existem 3,6 milhões de mulheres formadas trabalhando formalmente, contra 2,5 milhões de homens. Apesar disso, elas ainda ganham o equivalente a 82,8% do salário deles.
A diferença salarial é mais marcante quando se trata dos trabalhadores negros. Eles ganham, em média, 50% menos que os brancos. Na autodeclaração, 62,32% dos trabalhadores se dizem brancos, 27,31% se apresentam como pardos e 5,26%, como pretos ou negros.
A geração de emprego entre as faixas etárias mais jovens e mais velhas foi mais alta. As faixas de 16 a 17 anos e de 50 a 64 anos tiveram crescimento nos postos de trabalho de 9,75% e 8,17%, respectivamente.
Lupi observou que o crescimento no emprego para esses dois pólos da economia já tinha aparecido nos números do Rais de 2007. “Tanto no Rais de 2007, quanto no do ano passado, observou-se que essas faixas vêm crescendo mais. Isso mostra um novo comportamento da economia," disse o ministro. Apesar disso, essas duas ainda são as faixas com menos empregados.
O mesmo não se observa quanto ao emprego para trabalhadores com deficiência. Eles ocupam apenas 1% do mercado de trabalho, o que demonstra que as empresas não estão cumprindo a lei que determina que eles devem ocupar de 2% a 5% dos postos de trabalho. Lupi admitiu que a fiscalização tem falhado. “A gente não tem capacidade fiscalizar. Possuo apenas três mil fiscais em todo o Brasil”, reconheceu.



Da Agência Brasil

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Blog da Petrobras desmente manchete da Folha de S.Paulo




Leia abaixo nota publicada nesta segunda-feira (27) no Blog Fatos e Dados, da Petrobras:


Na matéria “Devedora da União recebe R$ 203 mi da Petrobras” (27/7, pág. A4), a Folha de São Paulo constrói uma tese, a partir de sua manchete, de que a Petrobras fez contratos com empresas devedoras da União. Na verdade, a Petrobras só tem relação comercial atualmente com a Protemp SG Prestação de Serviços, cujo último contrato foi assinado em outubro de 2008, mediante apresentação de todos os documentos exigidos pela legislação vigente.
A Protemp SG Prestação de Serviços Limitada reiterou hoje, por meio de carta encaminhada à Petrobras, que não tem débito de nenhuma natureza, seja fiscal, previdenciário, com fornecedores ou empregados. Durante a vigência dos contratos anteriores com as empresas Protemp SG Mão de Obra Temporária Ltda. e Protemp Sertviços Empresariais Ltda. também não existiam débitos junto ao INSS e FGTS e as certidões negativas foram apresentadas. Portanto, a Petrobras não celebra contratos com empresas devedoras da União.
Para ler a matéria da Folha clique aqui

Governo lançará novo PAC para o período 2011-2015, anuncia Lula na Paraíba




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (28) que vai lançar um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em fevereiro do ano que vem, com um pacote de obras para o período 2011-2015.


Segundo ele, o objetivo é deixar as coisas aprovadas, para que o futuro governo não tenha de "começar do zero".
Em discurso na cidade de Campina Grande, onde inaugurou o campus do Instituto Federal da Paraíba, Lula disse que o Brasil terá um crescimento "surpreendente" no próximo ano.
Ele atribuiu parte da crise econômica ao pânico e lembrou que, nos encontros que tem tido com governantes de outros países, como os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da França, Nicolas Sarkozy, só tem ouvido elogios à política econômica do Brasil. "E só tende a melhorar, não pense que há espaço para piorar", afirmou.O presidente criticou a oposição, que torce para que o Brasil não dê certo. "Eles têm que saber uma coisa: primeiro, que não sou mais candidato e, segundo, se o Brasil for mal, não será ruim para o Lula, para a Dilma, para o Fernando Haddad. Será ruim para a parte mais pobre deste país." Haddad, ministro da Educação, e Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil, participaram da cerimônia.
O campus do Instituto Federal da Paraíba é uma escola técnica com cursos de nível médio em áreas como informática e mineração e curso superior de tecnologia em telemática.À tarde, o presidente deve participar da inauguração de um trecho de 46 quilômetros da BR-230, completando a duplicação da rodovia entre João Pessoa e Campina Grande. A obra abrange 112,3 quilômetros da rodovia.


www.pt.org.br

Ombudsman critica reportagem da Folha sobre surto da gripe suína

No último domingo (26), o ombudsman da Folha de S.Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva publicou um artigo em que critica reportagem do jornal sobre o surto do vírus H1N1 no Brasil. Segundo ele, a matéria "Gripe pode afetar até 67 milhões de brasileiros em oito semanas", publicada em 19 de julho, caracteriza-se como "um dos mais graves erros jornalísticos cometidos por este jornal", desde que assumiu o cargo, em abril de 2008.
Lins relatou que a reportagem, assinada pelo articulista Helio Scwartsman, baseou-se de forma equivocada em um estudo matemático do Ministério da Saúde, datado de 2006, para levantar o possível número de contágios para o vírus Influenza nos próximos dois meses. No artigo, o ombudsman questiona alerta exposto pelo autor da matéria, que pede "cuidados" para não extrapolar os dados para o atual surto de H1N1.
"Ora, se era preciso cautela, por que o jornal foi tão imprudente?", escreveu Lins, citando ainda a opinião de um leitor, enviada ao veículo por carta. "Já que não tem base em nada nas circunstâncias atuais, qual a relevância de publicar algo que evidentemente só pode causar pânico numa população que já está abarrotando os postos de saúde por causa da gripe, quando os casos mal passam do milhar?" parafraseou o ombudsman.
Para Lins, a publicação da reportagem levou os leitores a questionar um possível contágio da gripe. Segundo ele, "quem estivesse febril com tosse ao abrir o jornal pode ter procurado assistência médica".
Ao final, o ombudsman ainda critica o veículo, por não ter admitido erro no embasamento da pesquisa. Lins afirma que, em resposta à solicitação do Ministério da Saúde, a Redação da Folha de S.Paulo considerou "adequada" a reportagem e que "informar a genealogia do estudo na chamada teria sido interessante, mas não era absolutamente essencial".

Redação Portal IMPRENSA

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Jornalismo de saúde é uma área em que não dá para, no dia seguinte, simplesmente dizer: erramos.


A essa altura, devido à reportagem malfeita por incompetência e/ou má-fé, muitas pessoas assumiram como verdadeira a informação mentirosa, distorcida, equivocada; algumas já tomaram o caminho errado.



Minimizar o estrago não é fácil; revertê-lo 100%, impossível.


A Folha de S. Paulo não aprendeu isso com a febre amarela, quando cometeu – junto com o restante da mídia corporativa – um verdadeiro crime contra a saúde pública dos brasileiros.
No domingo passado, 19 de julho, reincidiu: “Reportagem da Folha sobre gripe suína é totalmente furada; uma irresponsabilidade”.Só para relembrar, a chamada de capa era taxativa: Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses. A interna, da matéria propriamente dita, chutava bem mais alto: Gripe pode afetar até 67 milhões de brasileiros em oito semanasAo descer os olhos pela matéria, se descobria que os cálculos da reportagem se basearam num estudo de 2006 que visava o vírus H5N1, responsável pela gripe aviária. Não tem nada a ver com o vírus H1N1, causador da influenza A, também chamada de gripe A, nova gripe ou gripe suína.Para alguém com informação na área de saúde ou médica, a estupidez do artigo e a intenção de disseminar o pânico eram flagrantes. Mas para a população em geral, não. O risco era provocar uma corrida desnecessária aos hospitais.O Viomundo entrevistou o dr. Eduardo Hage, diretor da Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde. Foi o mesmo entrevistado pela Folha. As suspeitas se confirmaram.“A reportagem da Folha do domingo [19 de julho] da Folha sobre gripe suína é totalmente furada”, alertou Eduardo Hage. “Uma irresponsabilidade.”
“Há um erro capital na reportagem, e jornalista foi alertado”, revelou o dr. Hage. “Os parâmetros do estudo do vírus H5N1 não valem para a nova gripe. Mesmo assim, o jornalista utilizou parâmetros do estudo para o vírus H5N1 para calcular quantas pessoas poderiam ser infectadas pelo novo vírus, quantas precisariam de cuidados médicos e quantas seriam internadas por complicações da doença.”
“Os parâmetros utilizados pela Folha de S. Paulo não têm base epidemiológica, estatística. É pura ilação, sem qualquer base científica. Foi um chute a quilômetros de distância do alvo”, acrescentou Hage. “Só espero que esses cálculos equivocados não sejam uma tentativa de gerar desinformação, como aconteceu na febre amarela.”
No próprio domingo, o Ministério da Saúde, por meio da sua assessoria de imprensa, enviou carta ao Painel do Leitor, na tentativa de restabelecer a verdade dos fatos. Foi publicada na edição de segunda-feira. “Não há modelos matemáticos disponíveis no mundo para se realizar uma projeção sobre o número de pessoas que serão afetadas pela influenza A”; “Todos os cálculos…, utilizados pela reportagem, são referentes a uma possível pandemia da gripe aviária, causado pelo vírus H5N1, entre outras. Os parâmetros não são válidos para a influenza A (H1N1).”
Ficou por isso mesmo. Mais uma vez o autor da matéria ignorou o alerta. Em resposta à carta do Ministério da Saúde, ele responde sem responder, subestimando a inteligência dos leitores, como se todos fossem idiotas.
Neste domingo, ao ler a coluna Ombudsman, assinada pelo jornalista Carlos Eduardo Lins e Silva, uma grata surpresa, a começar pelo título — No limite da irresponsabilidade.
No primeiro parágrafo, Carlos Eduardo diz tudo:
“A REPORTAGEM e principalmente a chamada de capa sobre a gripe A (H1N1) no domingo passado constituem um dos mais graves erros jornalísticos cometidos por este jornal desde que assumi o cargo, em abril de 2008”.
Na sequência, arrola preocupações levantadas pelo Viomundo:
“É quase impossível ler isso [número de brasileiros que poderiam ser afetados e os de hospitalizações] e não se alarmar. Está mais do que implícito que o modelo matemático citado decorre de estudos feitos a partir dos casos já constatados de gripe A (H1N1) no Brasil.
Mas não. Quem foi à página C5 (e não C4 para onde erradamente a chamada remetia) descobriu que o tal modelo matemático, publicado em abril de 2006, foi baseado em dados de pandemias anteriores e visavam formular cenários para a gripe aviária (H5N1).Ali, o texto dizia que “por ser um esquema genérico e não um estudo específico para o atual vírus, são necessários alguns cuidados ao extrapolá-lo para o presente surto”.
Ora, se era preciso cautela, por que o jornal foi tão imprudente?”
Vários leitores se manifestaram ao ombudsman sobre a matéria: “leviana e irresponsável”; “se o objetivo do jornal era espalhar pânico, conseguiu o intento”; “trata-se claramente de sensacionalismo.”
“O pior”, termina Carlos Eduardo, “é que a Redação não admite o erro.”
O dr. Eduardo Hage alertou para o erro, o jornalista ignorou e foi em frente. O Ministério da Saúde mandou a carta ao jornal, ele deu ombros. O ombdusman cobrou, a redação não admitiu o erro.
Na certa, a esta altura, alguns devem estar me cobrando: “Se jornalismo de saúde é uma área em que não dá para simplesmente dizer ‘erramos’, como fica a Folha que nem admite o erro?”
Saúde é uma área em que não dá mesmo para a gente errar. Por isso, temos que ser extremamente cuidadosos, responsáveis, éticos. Afinal, estamos lidamos com o bem mais precioso de todo mundo: a vida.
Mas errar acontece. Aí, temos que irremediavelmente assumir o erro, destacando o equívoco e mostrando a informação correta. É o único de minimizar os “efeitos colaterais”.
Agora, errar é humano, perseverar no erro é burrice, diz o ditado popular. No caso da Folha, perseverar no erro parece má-fé. Reforça a hipótese de que o objetivo era gerar pânico na população, promover corrida aos hospitais e, aí, jogar a conta nas costas do governo federal.
Uma decisão que não foi do jornalista arrogante nem da redação, mas provavelmente do dono da Folha, Octávio Frias Filho, que nunca faria isso se tivesse, de fato, o rabo preso com leitores.
Será por que o ministro José Gomes Temporão é do ramo e está fazendo uma gestão competente e transparente, deixando no chinelo o ex-ministro José Serra?
Será que se o ministro atual fosse o governador José Serra isso teria acontecido?
Será que a intenção era tirar o foco de São Paulo e Rio Grande do Sul, estados com maior número de casos até o momento e governados pelo PSDB?
Será…? Será…? Será…? Não faltam conjecturas.
O fato é que se o jornalista Hélio Schwartsman, autor da matéria, e o senhor Otavinho tivessem passado, pelo menos, UMA HORA das suas vidas num pronto-socorro, como o do Hospital das Clínicas de São Paulo ou do Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, não teriam sido tão levianos, irresponsáveis e inconsequentes com a saúde da população, inclusive a dos leitores da Folha.
Fazer política com notícias de saúde pode ser fatal. Afinal, jornalismo porco na área de saúde causa doenças físicas e emocionais, efeitos colaterais graves e pode até matar.
(*) Folha é aquele jornal da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
(**) Conceição Lemes é jornalista especializada em Medicina e Saúde.
Clique aqui para ler sobre a última da Folha (*): o crime de lesa-jornalismo, ou seja, a entrevista com Fernandinho Beira Mar, de responsabilidade do Otavinho

domingo, 26 de julho de 2009

PSB conta com ABCD para eleger Ciro Gomes governador

Encontro regional do partido aconteceu em Diadema e lideranças das sete cidades.

O Encontro Regional do PSB (Partido Socialista Brasileiro) aconteceu neste sábado (25/07) na Câmara de Diadema com aproximadamente 300 militantes e simpatizantes. O enfoque do debate foi a possível candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) como governador do Estado de São Paulo.“A Região muito contribuiu para o crescimento do PSB, não apenas pelo grande mandato do eterno prefeito Willian Dib, mas também por termos eleito um prefeito em Diadema bem no começo do partido”, declarou o presidente estadual do partido, o deputado federal Márcio França (PSB-SP). Durante o encontro, vereadores, simpatizantes, militantes e autoridades discutiram as ações do partido para o ano que vem, e ressaltaram a importância do apoio do ABCD. “Hoje temos 16 vereadores do PSB se somarmos toda a Região. Isso significa um número altíssimo de votos. A Região tem que ser um braço do nosso partido”, afirmou o ex-prefeito de São Bernardo, Willian Dib.Sobre a possibilidade de lançar Ciro Gomes como candidato a governador de São Paulo no ano que vem, França foi enfático: “pelo menos 80% da parte sensata do PT apoiaria nossa decisão, eu falei pessoalmente com o presidente Lula e ele recebeu muito bem a idéia”. O presidente do PSB paullista completou que as eleições no Estado de São Paulo estão parecendo um "acarajé sem tempero", "A vinda do Ciro irá colocar pimenta na receita. Temos grandes chances de ganhar, por isso os ‘tucanos’ estão com medo”, garantiu.Novidades – O encontro regional também serviu para a apresentação de uma iniciativa do Partido Socialista Brasileiro: a faculdade de Administração Pública, que será realizada virtualmente, terá duração de quatro anos e é reconhecida pelo MEC. “Muitos partidos oferecem cursos, mas nós iremos oferecer gratuitamente, a militantes e não militantes, uma faculdade de administração pública, porque queremos cuidar dos nossos políticos, cuidar para que eles sejam bons e eficazes, estamos constuindo um futuro”, explicou França.A faculdade faz parte do projeto João Mangabeira, iniciativa do partido. “Nessa faculdade, teremos os melhores professores, ensinaremos o melhor aos alunos, por exemplo, que melhor para falar sobre políticas públicas de saúde do que o Dr. Dib? E os nossos alunos terão aula com ele”, esclareceu. “E será com essa construção de bons políticos que iremos fortalecer ainda mais esse partido que conquista tanto espaço dentro do ABCD, de São Paulo e do Brasil”, finalizou.


www.abcdmaior.com.br

Caravana do PT reúne 830 participantes em Mauá

Com a maior participação popular das 17 caravanas paulistas, evento defende candidatura de Dilma A caravana do Partido dos Trabalhadores, que aconteceu neste sábado (25/07), em Mauá, contou com a presença de 830 participantes que ouviram empolgados os discursos de políticos e líderes do partido que pediram o apoio da região para a eleição de Dilma Russef para presidente do País.Com maior adesão popular das 17 caravanas já realizadas pelo PT, o encontro em Mauá surpreendeu até mesmo o prefeito Oswaldo Dias. "É uma honra receber a caravana. É uma honra contar com uma participação tão grande da população e inauguramos essa caravana com um fenômeno de público”, afirmou o prefeito.Além do prefeito da cidade e vereadores do partido, o evento contou com a presença da ex-prefeita da Capital e ex-ministra Marta Suplicy e deputados federais como Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, José Genoíno e de deputados estaduais como Donisete Braga, Ana do Carmo e Vanderlei Siraque. “Essa caravana foi altamente significativa para o Partido dos Trabalhadores, temos no ABC uma força muito grande, e é bom saber que podemos contar com ela”, avaliou o deputado federal, Genoíno.Sobre um possível apoio do Partido dos Trabalhadores ao deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE)como candidato a governador de São Paulo, Genoíno, foi enfático: “apoiarei o que o grupo decidir, mas ainda há muito a ser discutido sobre o Ciro, de qualquer forma, nossa luta agora é apoiar a Dilma, é por isso que estamos aqui”, finalizou.


www.abcdmaior.com.br

Lula propőe reunir países da América Latina com OMS para debater gripe

O presidente também falou sobre os efeitos da crise econômica mundial na regiăo, frisando que os países sul-americanos năo foram tăo afetados porque năo seguiram a cartilha das instituiçőes multilaterais e apostaram no fortalecimento do Estado .

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs, nesta sexta-feira (24), a realizaçăo de uma reuniăo entre ministros da saúde latino-americanos, laboratórios farmacęuticos e a Organizaçăo Mundial da Saúde (OMS) para tratar da quebra de patentes de medicamentos e vacinas contra influenza A (H1N1) - gripe suína. A sugestăo foi feita durante a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e dos Estados Associados, que se realiza neste momento em Assunçăo.
O encontro ocorreria em torno do dia 10 de agosto, em Quito, no Equador, paralelamente ŕ cúpula de líderes da Uniăo das Naçőes Sul-Americanas (Unasul). Na quinta-feira, ministros da saúde e de desenvolvimento social da regiăo já haviam tratado sobre o tema, que deve constar na declaraçăo final dos presidentes.
Lula também falou sobre os efeitos da crise econômica mundial na regiăo, frisando que os países sul-americanos năo foram tăo afetados porque năo seguiram a cartilha das instituiçőes multilaterais e apostaram no fortalecimento do Estado. "A măo invisível do mercado năo foi capaz de oferecer soluçőes economicamente responsáveis e socialmente justas. Foi a măo visível do Estado que começou a retirar a economia mundial da beira do abismo", discursou o presidente.
"No Brasil, por exemplo, mantivemos e fortalecemos os bancos públicos e um Estado regulador vigoroso, que impediu a repetiçăo da aventura financeira praticada nos centros do capitalismo mundial", afirmou, destacando ser necessário assegurar também os níveis de emprego e produçăo.
O presidente alertou, no entanto, que é preciso evitar a adoçăo de medidas protecionistas, que ganharam força após a crise. Em resposta ŕs críticas dos sócios menores quanto ŕs barreiras impostas ao livre-comércio na regiăo, Lula lembrou que no primeiro semestre de 2009 as importaçőes brasileiras dos demais sócios do Mercosul alcançaram o recorde de cerca de US$ 15 bilhőes.
"Nosso processo de integraçăo ainda se defronta com dificuldades, mas os críticos da integraçăo regional năo podem desconhecer certas realidades. Foi graças ao dinamismo do comércio sul-sul, e em especial do comércio intramercosul, que conseguimos atenuar o impacto decorrente da reduçăo da demanda dos países desenvolvidos", ponderou.
Na avaliaçăo de Lula, a integraçăo năo avançará se os benefícios do desenvolvimento năo forem distribuídos de forma "solidária e equilibrada" entre os sócios. "Nenhum de nossos países pode se desenvolver separado de seus vizinhos. Năo pode haver ilhas de prosperidade cercadas de mares de desigualdade", afirmou.


Do Valor OnLine

Estatuto da Igualdade Racial em debate

A ediçăo do Roda de Conversa desta sexta-feira abordará o assunto com a presença de diversos convidados.


O evento começa as 18h, na Sede do Sindicato O Estatuto da Igualdade Racial será debatido da 3ª Roda de Conversa que acontece nesta sexta-feira (24), a partir das 18h, na Sede do Sindicato.
Participarăo do encontro a ex-vereadora Elzinha, de Ribeirăo Pires; os deputados federais Vicentinho (PT-SP) e Luiz Alberto (PT-BA), da Comissăo dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal; Carlos Moura, assessor especial da Secretaria Especial de Promoçăo de Políticas de Igualdade Racial (Seppir).
O Estatuto da Igualdade Racial é importante porque orienta os governos a desenvolverem políticas públicas de igualdade racial e prevę a criaçăo de cotas nas universidades, nos partidos políticos, no serviço público e em empresas privadas.
“Queremos saber porque o Estatuto ainda năo foi aprovado e como os sindicatos podem ajudar para acelerar sua votaçăo”, disse Cláudio Teixeira, o Zuza, coordenador da Comissăo de Políticas de Igualdade Racial do Sindicato.
Da Redaçăo