domingo, 26 de julho de 2009

Lula propőe reunir países da América Latina com OMS para debater gripe

O presidente também falou sobre os efeitos da crise econômica mundial na regiăo, frisando que os países sul-americanos năo foram tăo afetados porque năo seguiram a cartilha das instituiçőes multilaterais e apostaram no fortalecimento do Estado .

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs, nesta sexta-feira (24), a realizaçăo de uma reuniăo entre ministros da saúde latino-americanos, laboratórios farmacęuticos e a Organizaçăo Mundial da Saúde (OMS) para tratar da quebra de patentes de medicamentos e vacinas contra influenza A (H1N1) - gripe suína. A sugestăo foi feita durante a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e dos Estados Associados, que se realiza neste momento em Assunçăo.
O encontro ocorreria em torno do dia 10 de agosto, em Quito, no Equador, paralelamente ŕ cúpula de líderes da Uniăo das Naçőes Sul-Americanas (Unasul). Na quinta-feira, ministros da saúde e de desenvolvimento social da regiăo já haviam tratado sobre o tema, que deve constar na declaraçăo final dos presidentes.
Lula também falou sobre os efeitos da crise econômica mundial na regiăo, frisando que os países sul-americanos năo foram tăo afetados porque năo seguiram a cartilha das instituiçőes multilaterais e apostaram no fortalecimento do Estado. "A măo invisível do mercado năo foi capaz de oferecer soluçőes economicamente responsáveis e socialmente justas. Foi a măo visível do Estado que começou a retirar a economia mundial da beira do abismo", discursou o presidente.
"No Brasil, por exemplo, mantivemos e fortalecemos os bancos públicos e um Estado regulador vigoroso, que impediu a repetiçăo da aventura financeira praticada nos centros do capitalismo mundial", afirmou, destacando ser necessário assegurar também os níveis de emprego e produçăo.
O presidente alertou, no entanto, que é preciso evitar a adoçăo de medidas protecionistas, que ganharam força após a crise. Em resposta ŕs críticas dos sócios menores quanto ŕs barreiras impostas ao livre-comércio na regiăo, Lula lembrou que no primeiro semestre de 2009 as importaçőes brasileiras dos demais sócios do Mercosul alcançaram o recorde de cerca de US$ 15 bilhőes.
"Nosso processo de integraçăo ainda se defronta com dificuldades, mas os críticos da integraçăo regional năo podem desconhecer certas realidades. Foi graças ao dinamismo do comércio sul-sul, e em especial do comércio intramercosul, que conseguimos atenuar o impacto decorrente da reduçăo da demanda dos países desenvolvidos", ponderou.
Na avaliaçăo de Lula, a integraçăo năo avançará se os benefícios do desenvolvimento năo forem distribuídos de forma "solidária e equilibrada" entre os sócios. "Nenhum de nossos países pode se desenvolver separado de seus vizinhos. Năo pode haver ilhas de prosperidade cercadas de mares de desigualdade", afirmou.


Do Valor OnLine

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