O Portal FEM publica a seguir artigo do economista da Subseção do Dieese dos Metalúrgicos de Sorocaba, Itu e Salto, Fernando Lima (foto), que analisou o ambiente da economia e a influência nas negociações coletivas.
Leia a seguir:
As negociações coletivas em meio à crise internacional
No transcorrer dos cinco primeiros meses do ano, o SAS-DIEESE (Sistema de Acompanhamento de Salários) analisou o resultado das negociações salariais de 100 categorias de todo o Brasil. (No destaque, Fernando Lima, técnico da Subseção do Dieese dos Metalúrgicos de Sorocaba, Itu e Salto / Crédito: VB) A análise dos reajustes de 2009 revela ligeira melhora diante do ano anterior: se em 2008, 89% das negociações consideradas asseguraram pelo menos a recomposição das perdas ocorridas durante a data-base, em 2009, esse percentual subiu para 96% das negociações. Por conseguinte, o percentual de negociações com reajustes inferiores a inflação passou de 11%, em 2008, para 4%, em 2009. No entanto, o percentual de negociações que garantiu reajuste acima do índice de preços permaneceu quase inalterado: 77%, em 2008, e 78%, em 2009. Pelas informações destacadas acima é possível notar que a instabilidade econômica causada pela crise internacional até o momento não se refletiu de forma negativa nas negociações coletivas dos reajustes salariais. A melhora observada nos resultados pode estar associada a fatores já bastante discutidos pelo DIEESE.
Nos últimos anos, todos os estudos que trataram da negociação dos reajustes salariais têm revelado a estreita relação entre o desempenho da ação sindical neste item de pauta com o comportamento dos preços. A partir de 2003, sempre que a inflação regrediu, os ganhos conquistados pelos trabalhadores foram maiores. Em 2009, a trajetória de queda da inflação, observada nos primeiros cinco meses, certamente contribuiu para que os reajustes salariais fossem maiores que a inflação acumulada durante a data-base das categorias. Para os metalúrgicos que vão negociar os seus reajustes no segundo semestre, o cenário é semelhante ao verificado acima. Esse é um aspecto importante para o inicio da campanha salarial. A crise não impediu os trabalhadores de fecharem bons acordos salariais. Já é um bom inicio para as discussões.
Fonte: Fernando Lima é economista da Subseção do Dieese dos Metalúrgicos de Sorocaba, Itu e Salto. (Publicado no Jornal do Sindicato dos Metalúrgicos de Itu).
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