sexta-feira, 11 de setembro de 2009

E incrível, mas e verdade, a mídia ja reconheçe que saimos da crise.

Brasil entre os primeiros a retornar ao patamar pré-crise


O blog bateu um papo rápido sobre PIB com o economista Luis Otávio Leal, do banco ABC Brasil. Ele disse que a tendência do Brasil é estar entre os primeiros países do mundo a retornar ao patamar pré-crise e apontou os riscos ainda existentes pela frente. Também mostrou preocupação com o investimento, determinante para o crescimento sem pressões inflacionárias.



O Brasil entrou para o grupo dos países que saiu mais cedo da recessão. E daqui para frente?



— A tendência é que além de ser um dos que mais rapidamente tenha saído da recessão, seja um dos que mais rapidamente vai voltar aos patamares pré-crise, crescendo mais do que a média mundial em 2010 e muito próximo da média em 2011.



Quais são os fatores de risco?



— Uma piora do cenário externo do tipo "double dip" que pode frear o crescimento da industria, uma vez que em torno de 20% desse setor depende da demanda externa e não há crescimento sustentável da economia sem crescimento da indústria. Internamente o problema é a questão fiscal. O BC já colocou isso explicitamente na última ata e terá que subir os juros antes do previsto por conta da expansão fiscal acima do aceitável. Assim como o presidente Lula reclamou da herança maldita deixada por FHC, o próximo presidente poderá reclamar que Lula vai deixar a questão fiscal tão mal encaminhada que teremos que ter juros mais elevados por um período mais longo de tempo... Compramos um crescimento maior à vista, mas vamos pagar isso a prazo, como dizia Miltom Friedman, não existe almoço de graça.



Os investimentos estabilizaram. Eles vão crescer daqui para frente?



— Na comparação ao trimestre anterior, já no terceiro trimestre, mas na comparação anual só no quarto. De todo modo, o desempenho do investimento é bastante preocupante, uma vez que sua participação no PIB caiu para o menor nível desde 2003. Não existe crescimento sustentável baseado apenas no consumo. Se o investimento ficar para trás, o resultado será pressões inflacionárias e alta dos juros.

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