Trabalhadores de montadoras paralisaram atividades e deram início às manifestações pela campanha salarial nesta sexta-feira (04/09)
Os trabalhadores do segundo turno da Volkswagen e da Mercedes-Benz paralisaram as atividades nesta sexta-feira (04/09) e marcaram o início das manifestações da categoria na Região pela campanha salarial 2009. A partir da próxima terça-feira (08/09) o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC deverá organizar greves em empresas do ABCD para reivindicar aumento real de salários e renovação e ampliação das cláusulas sociais.
Aprovada com unanimidade pelos cerca de cinco mil trabalhadores que participaram da assembleia na porta do sindicato na noite desta sexta-feira, a proposta de paralisações, atos e greves na semana que vem tem como objetivo forçar os empresários a apresentarem propostas que atendam as reivindicações dos metalúrgicos.
De acordo com o presidente do sindicato, Sérgio Nobre, até o próximo sábado (12/09), a entidade quer votar propostas dos sindicatos patronais que avancem nas discussões sobre a campanha salarial. “Até lá vamos seguir com atos e paralisações”, convocou o sindicalista.
Até o momento apenas as montadoras e as indústrias de autopeças fizeram propostas para a categoria. Apesar da indicação de renovação e avanço nas cláusulas sociais, a oferta de repassar aos salários apenas o índice da inflação acumulada no período desagradou os trabalhadores. “Nós não admitiremos um acordo sem aumento real de salários”, indicou Nobre. Isso significa que os metalúrgicos lutarão por reajuste salarial maior do que a variação da inflação.
Influência – Por conta dos efeitos variados da crise financeira mundial nas indústrias da base da categoria, o Sindicato dos Metalúrgicos defendeu uma negociação “equilibrada” com os empresários. A posição dos sindicalistas é adequar o acordo da Região à necessidade daquelas indústrias que foram mais afetadas pela crise – como é o caso das autopeças que trabalham para montadoras que exportavam caminhões –, mas também garantir a influência positiva das companhias que mantém bons resultados – caso das montadoras que produzem veículos leves.
Entre as propostas já encaminhadas aos trabalhadores, os representantes dos empresários, além de não oferecerem reajuste real de salários, também propuseram redução do teto de rendimentos e manutenção do piso salarial. Por considerar que estas cláusulas econômicas não representam os interesses dos trabalhadores, o sindicato rejeitou-as na mesa de negociação.
Sociais – No entanto, as negociações com as indústrias de autopeças já resultaram em avanços. O auxílio creche para as trabalhadoras com filhos pequenos poderá ser ampliado de 24 para 36 meses e há proposta da licença paternidade ir de cinco para sete dias. Os metalúrgicos que servem o serviço militar também deverão ser beneficiados com mudanças a partir da campanha salarial 2009.
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009
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